No último fim de semana, antes do GP da Itália da Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) surpreendeu a todos ao anunciar a perda do pódio de Pierre Gasly no GP de Mônaco, realizado em junho. No entanto, apesar da entidade ter acatado as apelações Red Bull e McLaren, o chefe da equipe papaia, Andrea Stella, ainda sente que muita coisa precisa mudar em casos como este encarado pelo piloto da Alpine.
Gasly, juntamente com Lewis Hamilton, George Russell, Franco Colapinto e Oscar Piastri, foi um dos punidos no GP de Mônaco por ultrapassar o limite de 60 km/h imposto pela FIA no pit-lane. O francês terminou a corrida em terceiro, mas a punição o fez cair para a sétima posição e promoveu Isack Hadjar ao terceiro lugar.
Porém, a Alpine solicitou o direito de revisão, e a análise constatou que a extensão do pit-lane havia sido medida incorretamente pelo responsável pela cronometragem. A velocidade média no trecho foi calculada com base na relação entre velocidade, distância e tempo, em vez de considerar um único ponto na entrada ou na saída.
Os comissários da FIA aceitaram a revisão e retiraram as punições de Gasly, o que permitiu ao francês recuperar o pódio. A Mercedes foi uma das equipes que se indignaram publicamente com a decisão, já que Russell foi prejudicado pela confusão envolvendo as punições, mas a equipe decidiu não levar a reclamação adiante. Red Bull e McLaren, no entanto, recorreram da decisão e registraram o pedido em 16 de junho.
Depois de realizar a audiência em 25 de agosto para discutir a apelação de Red Bull e McLaren, o órgão que regula o esporte confirmou que a punição a Gasly foi restabelecida. Mesmo assim, Stella sente que o processo que levou à vitória das duas equipes neste caso ainda precisa ser revista e aprimorada pela FIA.
“No comunicado, fica destacado como este foi um caso que pode trazer um resultado positivo, porque vai incentivar uma revisão de algumas das formas como os regulamentos são aplicados. Acho que há alguns pontos”, iniciou o dirigente papaia, que destacou o papel dos comissários e como precisam ter “as melhores condições possíveis” de trabalho.

“Antes de mais nada, os comissários têm um trabalho difícil. Eles precisam tomar decisões dentro de um prazo limitado. Como competidores, sabemos o que significa quando o tempo é uma variável, quando a pressão aumenta. Com os comissários não é diferente. Então, acho que há um ponto relacionado às decisões dos comissários e ao trabalho que realizam. Na verdade, já discutimos isso anteriormente com a FIA e sempre apoiamos muito a ideia de oferecer aos comissários as melhores condições possíveis para que tenham sucesso no trabalho“, explicou o chefe da McLaren.
Stella, além disso, também chamou atenção para o direito de revisão pedido pela Alpine e se, neste caso, ele deveria ter sido levado adiante pela FIA. Outro ponto destacado pelo chefe da McLaren é a metodologia das medições na Fórmula 1, desde a velocidade no pit-lane até o peso dos carros. Para o italiano, é preciso ter uma clareza maior neste quesito.
“O segundo tema é, na minha visão, o direito de revisão. Precisamos considerar as condições em que um direito de revisão deve ser aceito e levado adiante, e quando esse não deve ser o caso”, seguiu.
“E há um terceiro ponto, que também é muito bem descrito nas 29 páginas da decisão, relacionado à consistência na aplicação de uma metodologia utilizada para fazer medições. Há muitas coisas que medimos. Da mesma forma que medimos a velocidade no pit-lane, usamos balanças para medir o peso dos carros. Então, há muitas medições que são realizadas, e acho que existe uma questão interessante relacionada à consistência desse tipo de medição. Para mim, essas são as três coisas que eu sugeriria que fossem revisadas“, encerrou Stella.
A F1 retorna neste fim de semana, entre os dias 11 e 13 de setembro, com o GP da Espanha na nova pista urbana de Madri. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da Espanha de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00
* Horário de Brasília