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Mercedes descarta conflito à la Hamilton e Rosberg na F1 2026: “Situações diferentes”
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Mercedes descarta conflito à la Hamilton e Rosberg na F1 2026: “Situações diferentes”

Embora tenha alertado que a Mercedes precisa sempre ficar atenta na hora de administrar a relação entre os pilotos, Toto Wolff afirmou que o duelo entre Andrea Kimi Antonelli e George Russell dificilmente vá chegar ao nível do que aconteceu há uma década

Vicente Soella

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Após a Mercedes provar que possui todas as condições de ser a grande força da Fórmula 1 ao longo da temporada 2026, Toto Wolff negou que tenha qualquer receio de que o duelo entre George Russell e Andrea Kimi Antonelli atinja um nível similar ao que foi visto entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg em 2016. De acordo com o chefe da equipe, a relação entre os pilotos atuais é “completamente diferente”.

Enquanto o britânico levou a melhor no GP da Austrália e na sprint do GP da China, o jovem italiano deu a volta por cima e garantiu a vitória na corrida principal em Xangai, no último domingo (15)a primeira dele na categoria, inclusive. Como resultado, o #63 chegou a 51 pontos na classificação do Mundial, somente 4 à frente do companheiro de time, que, mesmo mais inexperiente, provou que sabe se comportar como gente grande para entrar na briga pelo título.

Embora a Ferrari tenha perturbado a vida da escuderia de Brackley em determinados momentos, principalmente no início das provas, as Flechas de Prata ainda carregam uma certa vantagem, o que pode fazer com que a briga pelo troféu fique mesmo entre Russell e Antonelli. Até porque Frédéric Vasseur, chefe do time de Maranello, admitiu que a mudança no método de medição da taxa de compressão das unidades de potência, que entra em vigor em 1º de junho, não deve afetar tanto assim a rival.

Por isso, durante as entrevistas pós-corrida na China, Wolff foi questionado se a disputa interna pode se tornar tão caótica quanto há uma década. Na ocasião, Hamilton e Rosberg se envolveram em diversas disputas de pista que acabaram por colocar um ponto final em uma amizade de infância, já que ambos conviveram juntos desde a época do kart. E, claro, deixou o clima na Mercedes bem pesado.

“Como jovem, Kimi só precisa da maturidade para evoluir, e ele tem um piloto fantástico como companheiro de equipe, que está há oito anos a mais nessa posição. [A relação] é completamente diferente. Quero dizer, Nico e Lewis se conheciam desde o kart, desde os primeiros dias sendo amigos, mas também tendo essa disputa interna que sempre esteve presente”, começou.

O clima esquentou entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg durante período na Mercedes (Foto: Fórmula 1)

“E então isso evoluiu: o que era uma amizade virou uma rivalidade, depois animosidade, e eram dois personagens muito diferentes”, lembrou. “Mas, dito isso, é preciso entender que os pilotos estão aqui e são como são porque querem vencer corridas e campeonatos. No momento em que sentem isso, obviamente, a disputa fica mais dura. Isso é algo que a equipe precisa administrar”, alertou.

“Mas ambos foram formados na Mercedes. Somos responsáveis pela trajetória deles desde que chegaram aos monopostos — Kimi, até mesmo no kart. Sinto que estávamos em uma situação totalmente diferente”, encerrou Wolff.

Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.

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