A construção dos carros da Fórmula 1 mudou completamente para 2022, mas a entrada do novo regulamento técnico não foi a única medida projetada para aumentar a competitividade neste ano. As equipes tiveram seus tempos no túnel de vento limitados de acordo com as suas posições no Mundial de Construtores, e a campeã Mercedes naturalmente ficou com o cronograma mais limitado. Diretor-técnico da equipe, o aerodinamicista Mike Elliott admitiu que o fator foi um desafio para o time alemão na pós-temporada.
“O principal desafio do inverno tem sido o fato de que temos menos tempo para rodar no túnel de vento”, explicou Elliott em um vídeo postado no perfil da Mercedes no YouTube. “Então, isso tem sido desafiador, tentar encontrar o quanto deveríamos ter trabalhado no carro de 2021 contra o quanto devemos trabalhar no deste ano”, ressaltou.
Elliott destacou que o trabalho da Mercedes começou com bastante antecedência, já que a equipe precisou dividir seu tempo no túnel de vento entre os carros de 2021 e 2022, que tentará manter o domínio absoluto da escuderia na F1 — venceu os oito últimos títulos de Construtores.

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“Isso teve consequências diretas em todos os sentidos na fábrica”, continuou. “Em termos de design, começamos a trabalhar cedo em coisas como a caixa de câmbio e o chassi, particularmente porque o câmbio já está colocado há algum tempo. Tínhamos que acertar isso”, salientou.
Por fim, Elliott destacou que a cada final de temporada, o trabalho de projeção do carro acontece de forma semelhante. A questão para 2022, no entanto, foi justamente a mudança do regulamento técnico — que fez a aerodinâmica do carro mudar completamente.
“Uma vez que conseguimos entender como a aerodinâmica iria parecer e como isso vai afetar o resto do carro, entramos no design detalhado e isso tem sido desafiador ao longo do inverno”, disse Elliott. “Então, esse tipo de abordagem é a mesma de todo ano. É apenas mais difícil porque as mudanças de regra são muito mais significativas do que vimos no passado”, encerrou.