Embora tenha completado os testes coletivos de Barcelona sem maiores problemas e com boa quilometragem, a Mercedes segue surpresa com a complexidade dos novos regulamentos da Fórmula 1. Durante o lançamento da equipe, Hywel Thomas, diretor da divisão de motores do time alemão, explicou como as novas regras trouxeram desafios inéditos para quem está na linha de frente do desenvolvimento de unidades de potência.

Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga.

Durante os testes coletivos realizados em Barcelona na semana passada, a Mercedes foi a equipe que mais tempo passou na pista, com 500 voltas completadas e um total de 2.328 km percorridos. No que diz respeito aos motores, o motor alemão foi o que mais teve rodagem, totalizando 1.132 voltas e 5.271 km ao se somar o trabalho das equipes clientes McLaren e Alpine.

Embora as primeiras impressões com o novo carro e o novo motor tenham sido positivas, Thomas explicou o quão difícil foi trabalhar no desenvolvimento de um modelo seguindo as novas regulamentações da Fórmula 1.

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A Mercedes completou um total de 500 voltas em Barcelona (Foto: Mercedes)

“A temporada de Fórmula 1 de 2026 marca um capítulo totalmente novo  para o esporte em geral e, particularmente, para aqueles que estão na linha de frente do desenvolvimento de motores. Como diretor geral da da divisão de motores da Mercedes, nunca vimos um desafio como este: nova arquitetura de Unidade de Potência, combustíveis sustentáveis, maior ênfase em híbridos — tudo convergindo simultaneamente com um carro completamente novo. Não é apenas uma evolução; é uma revolução”, disse Thomas.

“O que distingue esta era é o ritmo acelerado de aprendizado. A integração de combustíveis sustentáveis ​​avançados, o aumento da hibridização elétrica e as estratégias de implantação de energia recém-definidas exigem um ciclo de feedback mais rápido. Não podemos confiar em longos ciclos de testes para aprimorar soluções; precisamos projetar, simular, validar e refinar em intervalos mais curtos. Eficiência não é apenas uma palavra da moda; é fundamental para a missão – tanto no dinamômetro quanto na pista”, finalizou o engenheiro da Mercedes.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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