F1 2022 AO VIVO: LECLERC BRILHA E CONQUISTA POLE NA FRANÇA. VERSTAPPEN É 2º | Briefing

A Mercedes conseguiu colocar seus dois carros na terceira e quarta filas do grid de largada para o GP da França, com Lewis Hamilton na quarta colocação e George Russell em sexto, em um trecho preenchido por ingleses que ainda inclui o quinto Lando Norris. No entanto, a diferença em relação aos primeiros colocados foi grande — quase 0s9 atrás do pole Charles Leclerc —, e Toto Wolff admitiu sua frustração com a distância que ainda precisa ser percorrida para os ponteiros.

“Eu acho que sabíamos que quando colocássemos os pneus novos e pilotássemos com raiva seríamos a terceira força, mas simplesmente não é bom o suficiente”, avaliou Wolff após a classificação. “Você pode ver que quando está atrás, suas expectativas estão em um certo nível. E quando as coisas não acontecem, o ‘freestyle’ começa”, afirmou.

Assim, o chefe da Mercedes revelou que a equipe começou a experimentar diversos cenários com o carro, em busca de alguma solução que se traduzisse em vantagem na pista. Além disso, fez questão de elogiar o quarto lugar conquistado por Hamilton, que em sua visão, tirou mais do W13 do que o monoposto tinha a oferecer.

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Wolff disse que Hamilton extraiu mais do que o carro oferecia para conseguir seu tempo no Q3 (Foto: Mercedes)

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“Para nós, foi principalmente sobre experimentar com níveis diferentes de asa traseira e temperaturas de pneus. Num todo, o conjunto não é rápido o suficiente”, lamentou. “Ainda assim, foi um grande trabalho dele [Hamilton]. Ele provavelmente extraiu mais do que o carro tinha”, elogiou.

Wolff ainda admitiu que esperava ver a Mercedes mais próxima aos carros da frente — Ferrari e Red Bull — do que na Inglaterra, devido às características do Circuito Paul Ricard. No entanto, ao menos na classificação, esse cenário não deu as caras na pista. E o austríaco não deixou passar despercebida sua frustração com as dificuldades.

“A diferença é simplesmente muito grande”, ressaltou em entrevista à emissora britânica Sky Sports. “Viemos aqui com a expectativa de que seria um passo à frente por causa das características da pista, que nos convêm. E começamos indo muito para trás”, criticou.

“Então, nós até poderíamos ter voltado para a pista para tentar de novo no fim. Mas a diferença era muito grande”, conformou-se o chefe da Mercedes. “[A vantagem de] Leclerc talvez não possa ser medida por causa do vácuo [feito por Carlos Sainz], mas Verstappen ainda está 0s6 à frente ou mais — e isso não deveria acontecer com uma atualização”, finalizou.