Diretor técnico da Mercedes na Fórmula 1, James Allison negou que exista qualquer favoritismo entre os pilotos para a equipe. Em vídeo publicado na última sexta-feira (19), o engenheiro disse que considera o pensamento “totalmente estranho”. Além disso, pontuou que não faria sentido torcer apenas por Andrea Kimi Antonelli ou George Russell, quando o que mais importa é o Mundial de Construtores, que depende do desempenho de ambos.
No podcast Nu Silver Arrows Radio Show, Allison explicou que quem trabalha em uma equipe entende que não há favoritismo, até porque o que mais beneficia o conjunto é quando os dois pilotos conseguem um bom desempenho.
“As pessoas são muito dedicadas aos pilotos que torcem, querem que prospere mais do que todos os outros. Tudo que posso dizer é que, se quiser entender onde [o favoritismo] se situa em nosso pensamento, precisaria vir trabalhar em uma equipe. Porque, se você tivesse sorte suficiente para trabalhar em uma equipe, seria instantaneamente imbuído pela cultura dela e entenderia o quanto esse pensamento é totalmente estranho para qualquer um de nós. Quando ouvimos isso, é como se ouvíssemos outra língua”, declarou.
Ainda assim, Allison abriu uma exceção. O engenheiro explicou que quando ambos podem ganhar o título, não há motivo para a equipe escolher um predileto e priorizá-lo na pista. No entanto, caso o cenário seja outro, essa regra muda também.

“É do nosso interesse que ambos os pilotos tenham sucesso. Na verdade, somos ambivalentes sobre qual é melhor. Queremos 1-2 em todas as corridas, não nos importa a ordem. O único caso em que começaríamos a ter uma opinião seria se um piloto já estivesse matematicamente impossibilitado de vencer o campeonato, e o outro estivesse disputando com um piloto de outra equipe. Nesse ponto, a equipe tem o direito de expressar uma opinião”, explicou.
Por fim, Allison deixou claro que o objetivo maior é ter o melhor resultado no Mundial de Construtores, que define quanto cada equipe receberá de premiação pela temporada.
“Mas até lá queremos apenas que nossos dois pilotos estejam no topo em todas as corridas. Porque, estranhamente, nosso campeonato principal não é o Mundial de Pilotos, é o Mundial de Construtores. Se tivermos a sorte de ganhar um bônus, ele será concedido com base na posição da equipe, não na dos pilotos. Não ganhamos nada com isso. Portanto, tudo que nos importa é relacionado ao Mundial de Construtores, não faz sentido para nós ter favoritismo nesse aspecto. Só queremos o máximo de pontos dos dois pilotos o tempo todo”, completou.
A Mercedes lidera o Mundial de Construtores com 262 pontos. Antonelli também ocupa a ponta do Mundial de Pilotos, com 156 tentos, enquanto Russell vem em terceiro, com 106.
A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.
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