Uma semana após Andrea Kimi Antonelli se tornar campeão pela primeira vez na Fórmula 1, agora foi a vez da Mercedes selar o título do Mundial de Construtores de 2026. Em uma temporada marcada por forte domínio nas primeiras etapas, a equipe desembarcou no GP de São Paulo deste fim de semana com uma tarefa bem simples para despachar de vez a Ferrari e erguer o nono troféu da história da marca na categoria principal do automobilismo.
Com o terceiro e sexto lugares de Antonelli e George Russell na Cidade do México, respectivamente, as Flechas de Prata chegaram ao Autódromo de Interlagos com 630 pontos na classificação, exatamente 126 a mais do que a Ferrari, segunda colocada. Para acabar de vez com as chances da rival, os comandados de Toto Wolff precisavam somar apenas 3 tentos a mais do que os italianos no Brasil, visto que somente 129 estão em jogo em Las Vegas, Catar e Abu Dhabi. E assim aconteceu.
A conquista do campeonato com três etapas de antecedência só foi possível devido ao início forte da Mercedes em 2026. Com a introdução de um novo regulamento na F1, a escuderia de Brackley começou o ano como a grande referência do grid, tanto na questão do chassi quanto da unidade de potência, que, apesar de a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tê-la colocado atrás do motor Red Bull-Ford no ranking do ADUO, sempre mostrou ser muito mais eficiente na integração entre as partes elétrica e a combustão.
O primeiro sinal de força veio logo na Austrália, a primeira etapa da temporada, quando, apesar de uma disputa nas primeiras voltas contra Lewis Hamilton e Charles Leclerc, Russell não teve dificuldades para cruzar a linha de chegada com uma vantagem superior a 15s em relação à dupla de Maranello. Antonelli recebeu a bandeira quadriculada em segundo, 2s atrás do companheiro de equipe.
A partir de então, o italiano emplacou uma sequência de cinco vitórias — China, Japão, Miami, Canadá e Mônaco —, o que ajudou a Mercedes a já abrir uma margem considerável no topo da tabela. Enquanto isso, as rivais seguiam em uma briga particular pelo desenvolvimento, com a Ferrari, principalmente, introduzindo atualizações a cada semana para tentar se apoximar do time prateado.
E foi assim que Antonelli e Russell conheceram a primeira derrota, no GP de Barcelona-Catalunha, em junho. Na ocasião, o italiano sofreu com questões de confiabilidade do carro, assim como já havia acontecido com o britânico em etapas anteriores, o que abriu as portas para Hamilton subir no degrau mais alto do pódio pela primeira vez com o macacão vermelho.

Na prova seguinte, porém, o GP da Áustria, a Mercedes voltou a triunfar, desta vez com George. Só que já estava claro que a vantagem em relação às rivais não era mais tão contundente quanto outrora, criando um cenário diferente para a segunda metade da temporada. Como sinal disso, o GP da Inglaterra, realizado na semana seguinte, viu Leclerc levar a melhor, com Antonelli mais uma vez sendo prejudicado por problemas no W17.
O jovem de 20 anos voltou a vencer no GP da Bélgica, antes de Lando Norris colocar a McLaren no jogo ao quebrar o longo jejum de triunfos na Hungria, a última corrida antes das férias de verão. Após quase um mês sem atividades de pista, o campeão mundial de 2025 novamente subiu no degrau mais alto do pódio no GP dos Países Baixos, criando a expectativa de que os papaias definitivamente teriam ritmo para entrar na disputa contra a Mercedes de forma consistente.
Poucos dias depois, porém, o GP da Itália ficou marcado pela vitória apoteótica de Antonelli. Punido por causa da troca da unidade de potência, o piloto de Bolonha largou da 19ª posição e escalou o grid de forma surpreendente, provando que, apesar do crescimento das adversárias, a Mercedes permanecia sendo a grande autoridade da F1 em 2026.
Na estreia do circuito de rua de Madri no calendário, as Flechas de Prata contaram com a sorte. Norris caminhava para uma vitória tranquila até o momento em que um problema no carro de Lance Stroll forçou a ativação do safety-car virtual. Como o britânico da McLaren já havia passado da entrada do pit-lane, Kimi então entrou, trocou os pneus e assumiu a primeira posição na sequência, quando o rival parou, já sob bandeira verde.

No Azerbaijão, em um fim de semana mais tímido de Antonelli, Russell assumiu as rédeas da situação para colocar a Mercedes no topo do pódio. Só que aquela etapa em Baku começou a ligar o sinal de alerta na equipe de Wolff, uma vez que as atualizações introduzidas pela Red Bull mostraram que os taurinos realmente haviam dado um passo à frente. E isso ficou ainda mais claro nas etapas seguintes.
Das quatro provas realizadas desde então, Max Verstappen levou a melhor em três: Malásia, Singapura e Cidade do México. No entanto, já era tarde demais para a escuderia dos energéticos sequer sonhar em se aproximar da rival prateada. Até porque, no meio dessa sequência, Antonelli venceu o GP dos Estados Unidos, em Austin, aproximando ainda mais a Mercedes do título do Mundial.
Título que foi confirmado neste fim de semana, em São Paulo. Como a equipe precisava apenas somar 3 pontos a mais do que a Ferrari, o quarto e quinto lugares de Russell e Antonelli, respectivamente, foram o suficiente para garantir o troféu para a base de Brackley, uma vez que Leclerc e Hamilton não conseguiram um resultado melhor do que o dos rivais, cruzando a linha de chegada em sétimo e nono.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de São Paulo, 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP está in loco em Interlagos com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRA* | POR | CBV | ANG | MOZ |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília