Toto Wolff evitou mostrar qualquer frustração com a extensão do acordo entre Max Verstappen e Red Bull e exaltou a parceria da Mercedes com o neerlandês fora da Fórmula 1. Durante o GP dos Países Baixos, o chefe da equipe alemã ainda agradeceu aos taurinos por permitir que o tetracampeão se envolva com os prateados no mundo do endurance, algo que, de acordo com ele, “parecia improvável”.

Importante destacar que o dono do RB22 #3 agora tem contrato com a base de Milton Keynes até 2030. No entanto, o piloto não concentra esforços apenas na disputa da categoria dos monopostos. Pelo contrário. Há alguns meses, passou a participar de provas de endurance, correndo de GT com as Flechas de Prata. E para Wolff, essas são as “verdadeiras corridas”.

“Nossos caminhos já se cruzaram com as corridas de GT. Quando desenvolvemos esse programa em conjunto, há um ano e meio, parecia algo improvável. Por que a Red Bull permitiria que Max pilotasse um Mercedes GT3? Mas eles tiveram mente aberta e somos gratos por isso, porque o projeto tem sido um sucesso, o projeto Red Bull Mercedes. Temos essa cooperação entre as duas marcas e Max, e é bom ver que está dando certo”, declarou à edição inglesa do site Motorsport.

“Temos essas coisas aqui na F1, com enormes áreas de brita e zonas de escape. A verdadeira corrida é aquela em que você passa pelas árvores, sobe e desce por cumes e faz curvas cegas. E contra o Dacia”, brincou Wolff, referindo-se à equipe Olli’s Garage, que compete nas 24 Horas de Nürburgring com um Dacia Logan. “Não, sério, eles são heróis”, seguiu.

“Você corre contra 150 carros em Nordschleife, de dia e de noite, com neblina, chuva e gelo. Essas são as corridas dos verdadeiros heróis”, acrescentou.

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Verstappen corre com a Red Bull na F1 e com a Mercedes no endurance (Foto: Red Bull Content Pool)

Por fim, Wolff mostrou que o futuro de Verstappen com a Mercedes está em aberto. O chefe da equipe alemã explicou que a parceria não necessariamente acontecerá na F1, mas não chegou a descartar a ideia.

Não sei o que o futuro nos reserva, mas a mentalidade é a que acabei de dizer. Não sei onde nossos caminhos vão se cruzar. Será no kart, será nos GTs, será na F1 ou em algum outro projeto conjunto no futuro? Isso pode acontecer um dia, mas talvez não necessariamente com Max em um carro da Mercedes de F1“, pontuou.

Por fim, foi questionado se o neerlandês teria a mesma liberdade para competir no endurance caso fechasse com a Mercedes na F1. “Cada time é diferente, o que estou tentando fazer é identificar o que faz o piloto ser rápido dentro da nossa estrutura. Que tipo de estrutura precisamos oferecer para extrair o melhor desempenho do piloto? E parte disso, obviamente, envolve o bem-estar. E isso também é algo que considero muito importante”, completou.

A Fórmula 1 volta nos dias 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.