Bastou a FIA sinalizar positivamente para a chegada de uma nova equipe no grid da Fórmula 1 para a Andretti dar mais uma prova de que possui um projeto sólido rumo à elite do automobilismo mundial. O anúncio da parceria com a Cadillac, marca do grupo GM, foi o passo definitivo para oficializar a candidatura do time americano, ainda que o CEO Michael tenha deixado em aberto para quando poderá ser a eventual estreia.

A Andretti confirmou na quinta-feira (5) a união com a GM para levar a Cadillac à F1, revelação que foi feita à imprensa após o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, dizer que a entidade daria início a um “processo de manifestação de interesse” para a chegada de equipes novatas. Em coletiva de imprensa, o filho do lendário Mario Andretti explicou que uma possível temporada de estreia vai depender dessa ação do órgão regulador.

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Andretti firmou parceria com Cadillac: projeto ambicioso, mas sem prazo definido para a F1 (Foto: Divulgação)

“Ainda não sabemos exatamente quando [iremos entrar na F1]. Vai depender do tempo que a manifestação de interesse vai levar e de onde estamos no momento, mas estaremos no caminho assim que tudo se resolver”, disse Michael Andretti.

“O presidente [Sulayem] mostrou que realmente gostaria de ter ao menos uma 11ª equipe no grid. Ele é piloto, então entende a importância disso para a própria categoria. Estamos confiantes de que, com a divulgação da manifestação de interesse — especialmente tendo a parceria da Cadillac —, temos uma chance muito, muito boa de estar no grid em breve”, completou.

Na Indy, o principal empreendimento da família Andretti no esporte a motor, a equipe compete com motores Honda, fabricante japonesa que, inclusive, revelou recentemente que já fez o registro para ser uma das fornecedoras das unidades de potência para a F1 em 2026. O presidente da GM, Mark Reuss, confirmou também em coletiva que já existe “um acordo assinado com um fornecedor de unidade de potência para o início”.

“À medida que avançamos, vamos trazer muito da nossa experiência para criarmos coisas para o futuro”, acrescentou. “É claro que temos uma grande colaboração com a Honda, com veículos elétricos, e também competimos contra ela na Indy [a Chevrolet, que pertence à GM]. Temos, portanto, um respeito e relacionamento naturais, o que não é nenhum problema, mas falaremos sobre motores mais adiante”, concluiu Reuss.

Por fim, Andretti confirmou que pretende fazer da nova sede em Fishers, nos Estados Unidos, a instalação para o projeto da F1.

O processo para a entrada da parceria Andretti Cadillac precisa do apoio da F1 e das outras equipes do grid, além de uma taxa de entrada de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) como um fundo que será dividido entre o grid atual para compensar a divisão do dinheiro que acontece com a entrada de um novo time.

A parceria com a General Motors representa a melhor chance de entrada da Andretti na Fórmula 1. O time, já conhecido por suas operações em Indy, Fórmula E, IMSA e Extreme E, manifesta o desejo de estar no Mundial desde 2021. O conglomerado chegou a se aproximar de um acordo para comprar a Sauber, mas que colapsou de última hora.

Mesmo manifestando o interesse, a nova equipe encontrou resistência, tanto da FIA quanto de outros times do grid. O time chegou a entrar com um pedido oficial para a entrada em 2024, até firmando um acordo verbal para ter motores Renault, mas sem sinal positivo da federação.