Depois do governo da Ucrânia se pronunciar contra a liberação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para pilotos e equipes da Rússia, foi a vez do ministro do esporte ucraniano, Matvii Bidnyi, também expor a indignação com a decisão. O político lembrou que o conflito entre os países ainda está em andamento e fez um novo apelo ao órgão máximo do esporte a motor.

Em publicação nas redes sociais, Bidnyi clamou pela reversão da decisão da FIA e adotou uma postura firme contra o que chamou de “normalização da agressão no esporte internacional”. Além disso, também citou sportswashing, um termo em inglês usado para definir a prática de usar o esporte para limpar uma imagem pública negativa.

“Peço à FIA que reverta a decisão de readmitir representantes da Rússia e de Belarus. A guerra da Rússia contra a Ucrânia continua. Não há espaço para a normalização da agressão no esporte internacional e para sportswashing“, publicou Bidnyi.

Antes, o ministério de juventude e esportes do governo de Volodymyr Zelensky escreveu uma carta, que foi divulgada pelo grupo inglês de mídia BBC, pedindo a revisão da decisão.

O anúncio da FIA acerca da liberação de pilotos de Rússia e Belarus sem exigir o certificado de neutralidade que pediu nos últimos tempos veio no fim da semana passada. Manteve, porém, o banimento para organização de eventos e competições nos dois países e afirmou que continua de olho nos desdobramentos do conflito. É uma abordagem diferente daquela da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), que manteve todas as restrições.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu provisoriamente a punição imposta à Rússia no mês passado. Em maio, também recomendou o levantamento da proibição imposta aos atletas belarussos, permitindo que competissem sob sua identidade nacional – embora a recomendação tenha sido rejeitada pela World Athletics, órgão que gere o atletismo a nível mundial.

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