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Ben Sulayem diz que eleição da FIA foi ofuscada por Abu Dhabi: “Queria curtir”
F1

Ben Sulayem diz que eleição da FIA foi ofuscada por Abu Dhabi: “Queria curtir”

Depois de dois anos no cargo, Mohammed Ben Sulayem falou sobre como a polêmica do GP de Abu Dhabi de 2021 ofuscou a vitória para presidente da FIA. Dirigente teve jornada de 12 anos até o topo

Gabriel Carvalho

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Mohammed Ben Sulayem completou dois anos como presidente da FIA em dezembro. Em uma longa entrevista para a revista alemã Motorsport Magazine, o mandatário falou, entre outros assuntos, sobre a importância da Federação para a Fórmula 1 e aproveitou para dar uma nova cutucada no Liberty Media. Ele também relembrou a época em que foi eleito.

Na ocasião, a eleição de Sulayem aconteceu apenas uma semana após o controverso GP de Abu Dhabi de 2021, que consagrou Max Verstappen como campeão mundial. Após uma intensa batalha durante a temporada contra Lewis Hamilton, o fim do campeonato foi polêmico. Hamilton liderava a corrida com apenas cinco voltas para o fim, quando Nicholas Latifi bateu e a direção de prova acionou o safety-car. Para a relargada, o diretor Michael Masi permitiu que apenas os retardatários que separavam Hamilton e Verstappen descontassem a volta, em vez de todos, como pede a regra. Com o duelo criado, Max passou Lewis na última volta e rumou ao título.

“Minha eleição foi ofuscada pelo que aconteceu em Abu Dhabi. Uma semana depois de ser eleito presidente, já estavam me perguntando o que fazer. Eu disse para mim mesmo: ‘Espere aí, deixe entender o que está acontecendo’. Tinha acabado de vencer a eleição e queria aproveitar o momento. Minha jornada até a presidência durou 12 anos”, declarou Sulayem.

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Mohammed Ben Sulayem é presidente da FIA desde o final de 2021 (Foto: Red Bull Content Pool)

Após semanas de indefinição, Mohammed retirou Masi do posto de diretor de provas da F1 e passou a realizar um revezamento entre Niels Wittich e Eduardo Freitas. Michael, que estava no posto desde o início de 2019, foi retirado e passou a ocupar um cargo diferente na FIA.

“Depois disso, olhamos a situação. Vou ser sincero: odeio ser reativo. Sempre digo que deixar de planejar é um plano para falhar. Você tem de ter um plano para tudo, mas fui bombardeado com problemas. Estava me perguntando o que diabos estava acontecendo”, completou Mohammed.

Desde a chegada de Mohammed Ben Sulayem ao posto de presidente da FIA, a relação entre a entidade máxima do esporte a motor com a Fórmula 1 vem sofrendo um enorme desgaste, inclusive com o Liberty Media, o grupo americano que detém os direitos comerciais do Mundial, já considerando romper de vez com a federação, segundo reportagem da BBC Sport.

O ápice da crise estourou em dezembro de 2023, tudo por conta de uma fagulha lançada sobre um dos casais mais emblemáticos do automobilismo: Toto Susie Wolff. E tudo isso após a FIA tornar público que apurava uma possível troca de informações sigilosas entre eles. Dias depois, porém, a entidade divulgou um comunicado afirmando que, após uma análise, não há investigação sobre questões de ética e disciplinares sobre o casal e que está satisfeito com o protocolo de compliance da F1.