Lewis Hamilton revelou detalhes da história por trás da rara Ferrari F40 utilizada para chegar ao paddock de Monza nesta quinta-feira (3), durante o fim de semana do GP da Itália de Fórmula 1. O heptacampeão mundial contou que procurava havia algum tempo um exemplar autêntico do modelo e acabou encontrando uma unidade que havia permanecido praticamente intocada por décadas.

De acordo com Hamilton, o antigo proprietário comprou a F40 diretamente em Maranello, dirigiu apenas 69 km até chegar em casa e nunca mais ligou o carro. A unidade ficou guardada por mais de 30 anos, coberta por uma capa e acumulando poeira.

“É um carro dos sonhos para mim, então procuro um há algum tempo. Queria um com baixa quilometragem, queria um com história, e muitos apareceram em leilões nos últimos anos. Alguns tinham baixa quilometragem, mas não eram particularmente especiais, ou talvez a pintura tivesse sido refeita ou algo assim”, começou.

“Então queria encontrar o mais autêntico possível e consegui encontrar este. O proprietário comprou o carro, dirigiu de Maranello até a casa por 69 quilômetros, estacionou e nunca mais ligou. A porta do passageiro nunca tinha sido aberta. Havia apenas esta capa sobre o carro e toda aquela poeira”, contou.

Lewis Hamilton (Foto: Ferrari)

O #44 revelou, ainda, que precisou decidir se manteria o carro como uma espécie de “obra de arte”, preservando a condição em que foi encontrado, ou se faria uma restauração para poder utilizá-lo. A segunda opção acabou prevalecendo.

“A dúvida foi manter como uma peça de arte, deixa tudo empoeirado? Ou manda limpar? Levei um tempo para decidir. Depois mandei refazer, porque queria dirigir até aqui. O que também foi incrível é que, quando desmontaram o carro para verificá-lo, primeiro, ele resistiu ao teste do tempo, então tudo ainda estava funcionando. Quase nada precisou ser trocado”, relatou.

Foi então que apareceu o detalhe que mais chamou a atenção de Hamilton: o motor trazia o número 44 gravado, exatamente o número utilizado pelo piloto na Fórmula 1. “Quando tiraram o motor, descobriram que o número do motor é 44. Está gravado no motor o número 44, e não consegui acreditar. Pensei: ‘Vocês estão mentindo’. Então parece muito que era destino”, revelou Hamilton.

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Lewis Hamilton (Foto: Ferrari)

A escolha de levar a F40 para Monza também teve relação com a intenção de homenagear a história da Ferrari justamente na corrida disputada em casa pela equipe. “Pensei que era uma oportunidade real de destacar a história da Ferrari no país de origem, na corrida em casa. Quando vou ter a chance de fazer isso novamente?”, questionou.

“Para mim, pessoalmente, levo isso a sério. É uma experiência fenomenal fazer parte desta marca e ver como ela transcende o esporte e como tocou pessoas em todo o mundo. A cor, o logotipo e estes carros icônicos. Obviamente, existe a F80, que é muito legal, ou a F50, mas esta, para mim, é especial. Lembro que, quando criança, tinha todos estes carros enfileirados, e o carro vermelho, a F40, era o escolhido.”

“Acho que chegar aos fins de semana de corrida, correr e vestir vermelho é uma coisa, mas, fora do esporte, há muito mais para fazer dentro da moda, e adoro ser criativo e criar conceitos que a maioria das pessoas não cria, pelo menos dentro da equipe”, completou o piloto.

“A primeira imagem que fizemos na Ferrari no primeiro ano foi um conceito meu, uma criação minha, e foi a mesma coisa neste fim de semana. Tive aquela ideia. Pensei: ‘Quero chegar neste estilo, com este terno, desta maneira’, para homenagear o esporte, mas também aproveitar este momento, porque ele nunca vai voltar”, concluiu.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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