Poucas pistas combinavam tanto com Michael Schumacher quanto Monza. Em 10 de setembro de 2006, há 20 anos, o alemão cravou mais uma vitória diante dos Tifosi, mas aquele não seria mais um entre os tantos triunfos do alemão. Poucos minutos depois de cruzar a linha de chegada em primeiro, Schumacher confirmou o que durante meses havia sido apenas especulação: deixaria a Fórmula 1 ao fim da temporada. A vitória em Monza também foi a 90ª da carreira do heptacampeão, que chegara à etapa italiana com 89 triunfos na F1.
Aquele domingo representou o primeiro encerramento de um capítulo histórico. Aos 37 anos, o alemão já carregava sete títulos mundiais e 90 vitórias na F1. A passagem pela Ferrari havia transformado Michael em um dos maiores ídolos da história da equipe e criado uma ligação quase inseparável entre piloto e torcida italiana. Monza, portanto, era o palco perfeito.
A temporada de 2006 ainda estava longe de estar decidida. Schumacher havia iniciado o ano tentando recuperar o título perdido para Fernando Alonso em 2005, enquanto a Renault defendia a liderança do campeonato. Antes da etapa italiana, o espanhol tinha 12 pontos de vantagem sobre o alemão.
E o cenário do fim de semana não começou favorável para Schumacher. Kimi Räikkönen colocou a McLaren na pole, apenas 0s002 à frente da Ferrari. Schumacher largaria em segundo, enquanto Felipe Massa ocupava a quarta posição. Alonso, que havia sido um dos protagonistas da classificação, acabou punido com a perda de cinco posições no grid por ter atrapalhado o brasileiro durante a sessão e caiu para décimo. Na corrida, porém, a Ferrari encontrou o ritmo necessário para vencer.

Schumacher assumiu a liderança após a primeira rodada de paradas dos carros e passou a controlar a prova. Räikkönen terminou em segundo, pouco mais de 8s atrás, enquanto Robert Kubica completou o pódio com a Sauber. Alonso, por outro lado, abandonou com um problema no motor Renault após 43 voltas.
A vitória colocou Schumacher novamente no centro da disputa pelo título. Com os dez pontos conquistados e o abandono do espanhol, a diferença entre os dois caiu para apenas dois pontos, deixando a temporada completamente aberta para as quatro corridas restantes.
Ainda no pódio, Schumacher foi celebrado por uma multidão vestida de vermelho. Era a quinta vitória dele em Monza com a Ferrari — depois dos triunfos de 1996, 1998, 2000 e 2003 — e, retrospectivamente, a última.

Durante a entrevista coletiva realizada após a prova, Schumacher confirmou que 2006 seria a última temporada da primeira passagem pela Fórmula 1, encerrando uma das eras mais vitoriosas da história da categoria. O alemão havia escolhido Monza para comunicar a decisão justamente por causa da relação construída com a Ferrari e com os Tifosi ao longo de uma década.
Quando chegou à Ferrari, em 1996, Schumacher já era bicampeão mundial pela Benetton, mas encontrou uma equipe que havia passado anos longe do protagonismo. A parceria com Jean Todt, além da chegada de nomes como Ross Brawn e Rory Byrne, ajudou a transformar Maranello na grande potência da F1 no início dos anos 2000.
Entre 2000 e 2004, Schumacher conquistou cinco títulos consecutivos. Em 2004, estabeleceu o então recorde de 13 vitórias em uma única temporada e chegou ao sétimo campeonato, números que pareciam praticamente inalcançáveis.

Schumacher deixou a Ferrari ao término de 2006 e passou a atuar como consultor da equipe. A F1 seguiu em frente, com Kimi Räikkönen ocupando o cockpit que havia pertencido ao alemão e conquistando o título mundial de 2007.
Em 2010, aos 41 anos, o alemão surpreendeu o mundo ao anunciar o retorno à categoria pela Mercedes. Foram três temporadas antes da despedida definitiva, no fim de 2012. O último pódio veio naquele ano, no GP da Europa, em Valência. Nada, porém, teve o mesmo simbolismo daquela tarde de setembro de 2006.
A F1 retorna neste fim de semana, entre os dias 11 e 13 de setembro, com o GP da Espanha na nova pista urbana de Madri. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Espanha, 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar o que aconteceu após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além disso, o GP está in loco em Madri com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Espanha de F1: veja os horários no Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde
Horários no Brasil*
- Corrida (13/09): 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Corrida (13/09): 14:00
Horários em Cabo Verde
- Corrida (13/09): 12:00
Horários em Moçambique
- Corrida (13/09): 15:00
*Horários de Brasília.
FAQ
Quando Michael Schumacher anunciou a aposentadoria da F1 pela primeira vez?
Schumacher anunciou sua primeira aposentadoria da Fórmula 1 em 10 de setembro de 2006, logo após vencer o GP da Itália em Monza pela Ferrari. Ele deixou a categoria ao fim daquela temporada e retornou em 2010 pela Mercedes.
Quantas vezes Michael Schumacher venceu o GP da Itália em Monza?
Michael Schumacher venceu o GP da Itália cinco vezes com a Ferrari, em 1996, 1998, 2000, 2003 e 2006. O triunfo de 2006 foi o último dele no circuito italiano.
Quantas vitórias Michael Schumacher tinha na F1 quando anunciou a aposentadoria?
Schumacher chegou a 90 vitórias na Fórmula 1 justamente com o triunfo no GP da Itália de 2006. Ele entrou naquele fim de semana com 89 vitórias e deixou Monza com a 90ª, além de sete títulos mundiais.