Lando Norris considerou uma “medida necessária” a decisão da Fórmula 1 de encurtar as corridas a partir de 2027 para reduzir a preocupação dos pilotos com o gerenciamento de bateria. O atual campeão mundial avaliou que a mudança pode fazer o desempenho depender mais da capacidade de extrair o máximo dos carros do que da eficiência na administração de energia durante as provas.

Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Baku, o piloto da McLaren explicou que a mudança não significa necessariamente que os pilotos passarão a acelerar mais durante toda a prova, mas permitirá que a estratégia de gerenciamento de energia tenha menos influência sobre o resultado.

“Não é exatamente sobre forçar mais o ritmo, mas não precisaremos pensar na bateria com tanta frequência quanto neste ano. É isso que nós, pilotos, queremos. Considero um meio-termo necessário para melhorar nosso esporte e fazer com que o desempenho dependa mais da pilotagem do que de quem consegue preservar melhor a bateria”, afirmou.

Norris entende que a característica atual das corridas coloca uma parcela excessiva do desempenho na capacidade de administrar energia, em vez de permitir que os pilotos busquem extrair o máximo dos carros.

“Não é disso que trata o esporte. O foco deve ser em quais pilotos conseguem extrair o máximo do carro e não é isso que estamos vendo este ano. Esse é o compromisso que precisamos assumir”, acrescentou.

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Lando Norris considerou acertada medida que reduz duração das corridas na F1 2027 (Foto: McLaren)

Apesar de apoiar a mudança para 2027, Norris considera que a redução da duração das corridas deve ser encarada como uma solução temporária. O britânico espera que, no futuro, uma evolução dos motores permita recuperar as provas mais longas tradicionalmente disputadas na F1.

Para o piloto da McLaren, portanto, a mudança representa uma adaptação às características da nova geração de carros, mas não necessariamente uma alteração definitiva no formato das provas.

“É uma medida de curto prazo. Acho que, daqui a alguns anos, quando todas as fabricantes de motores concordarem em voltar a ter mais combustível, tanques maiores e tudo mais, aí, sim, poderemos voltar às corridas mais longas, como sempre tivemos na Fórmula 1. É uma medida necessária para atender a todas as equipes”, concluiu.

A F1 volta à ação neste fim de semana, de 24 a 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da corrida em Baku AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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