A morte do Papa Francisco, comunicada nesta segunda-feira (21) pela Santa Sé, surpreendeu o mundo. O Sumo Pontície da Igreja Católica morreu aos 88 anos por causa de uma doença respiratória, um dia depois da última aparição pública, na Missa de Páscoa, no Vaticano.
Durante o extenso pontificado, que se iniciou em 13 de março de 2013, Francisco, até então cardeal argentino Jorge Bergoglio, teve alguns laços com o espore a motor. Benzeu um carro da Fórmula E, teve uma audiência com ex-piloto de Fórmula E e atual WEC, Antonio Giovinazzi, e também recebeu como presente uma escultura e um capacete de Ayrton Senna, tricampeão de F1.
Em relação à benção ao carro da Fórmula E — que na época era um chassi da primeira geração —, o falecido Sumo Pontífice abençoou o carro na véspera do ePrix de Roma que aconteceu em abril de 2018. Esta celebração aconteceu com o CEO da categoria, Alejandro Agag, na Praça de São Pedro. Mais tarde, a corrida, que aconteceu na capital italiana, foi vencida por Sam Bird, então piloto da DS Virgin e que hoje permanece na equipe da McLaren.
No ano seguinte, Francisco foi presenteado por uma escultura de Ayrton Senna, campeão de Fórmula 1 em 1988, 1990 e 1991 e falecido em 1994. Esta obra, feita em bronze, foi esculpida pela sobrinha do brasileiro, Paula Senna Lalli. Além disso, o pontífice recebeu um capacete do brasileiro, com as tradicionais cores verde e amarelo.

Já em 2020, o Papa recebeu em fevereiro a Antonio Giovinazzi, então piloto da Alfa Romeo na Fórmula 1, na véspera de uma temporada que foi atravessada pela pandemia. O piloto italiano, único representante italiano naquele campeonato da Fórmula 1, o presenteou com um capacete durante a audiência, na qual conversaram sobre o valor do esporte para os jovens.
No que diz respeito às duas rodas, Francisco também recebeu em audiência uma delegação da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) em 2024, que teve a presença do presidente Jorge Viegas, e de Francesco Bagnaia, bicampeão da MotoGP.
“Foi uma grande honra ser recebido pelo Santo Padre, uma ocasião única que vou levar sempre comigo. O carisma e as palavras dele me impressionaram muito, nas quais destacou a atenção dele com os jovens e as crianças. Junto com a Federação Italiana de Motociclismo e a Federação Internacional de Automobilismo, nós compartilhamos um momento que me marcou como homem e como atleta”, disse Pecco.

Vale lembrar que João Paulo II, antecessor de Francisco, também teve proximidade com o automobilismo, especificamente com a equipe Ferrari na F1. Em 1988, o então Papa visitou Maranello usando uma Ferrari como papamóvel, e benzeu a Ferrari F1/87/88C que ganhou o GP da Itália daquele ano nas mãos de Gerhard Berger.