Pierre Gasly não espera encontrar em Monza a velocidade que tradicionalmente marca o circuito italiano. O piloto da Alpine acredita que o impacto do regulamento técnico será mais perceptível durante a corrida e afirmou que a perda de desempenho pode evidenciar por que a Fórmula 1 está “perdendo um pouco do charme”.
Em entrevista à revista francesa Autohebdo, Gasly explicou que a diferença entre classificação e corrida será significativa por causa do gerenciamento da energia elétrica. Na sessão que definirá o grid no sábado (5), os pilotos poderão iniciar a volta com a bateria carregada e utilizar a energia disponível ao longo de todo o traçado, enquanto na corrida será necessário adotar uma estratégia mais sustentável.
Na corrida, entretanto, o consumo de energia precisará ser controlado durante toda a prova. Segundo Gasly, a quantidade de energia recuperada pelo carro não será suficiente para manter o mesmo nível de utilização ao longo de cada volta, fazendo com que a potência elétrica disponível caia significativamente nas retas.
“Teremos situações distintas entre classificação e corrida. Na classificação, todos podem começar com a bateria cheia e esgotá-la ao longo de toda a volta, permitindo ter mais energia durante o traçado completo, o que teoricamente já não seria suficiente”, afirmou.
“Na corrida, teremos um problema, pois precisamos garantir uma pilotagem sustentável, e isso significa que não poderemos gastar tanta energia. O piloto recarrega a mesma quantidade ou até um pouco mais, mas não pode consumir tanto. Ou seja, em metade da reta, ficamos sem bateria, sem energia elétrica. Isso significa ter metade da potência, o que certamente limita nossa velocidade bem rápido”, ressaltou.

A perspectiva preocupa Gasly especialmente pelo cenário de Monza. Conhecido como “Templo da Velocidade”, o circuito italiano tem longas retas e exige baixo arrasto aerodinâmico, características que historicamente permitem aos carros da F1 alcançar algumas das maiores velocidades do calendário. O piloto da Alpine ressaltou que a crítica não representa apenas uma reclamação pessoal, mas uma constatação que pode levar a categoria a buscar mudanças para as próximas temporadas.
“Não estou aqui para reclamar à toa. Simplesmente acho que é esse traçado que vai evidenciar os limites do regulamento atual. Todos nós temos consciência disso, todos sabemos, e isso provavelmente incentivará a F1 a seguir outra direção para melhorar as próximas temporadas. Na verdade, estamos perdendo um pouco do charme. Monza é o Templo da Velocidade, mas, infelizmente, este ano teremos velocidades um pouco mais baixas”, concluiu.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 07:30
- Treino livre 2: 11:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 11:30
- Treino livre 2: 15:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 09:30
- Treino livre 2: 13:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00