F1 divulgou imagens da câmera 360ºC do carro de George Russell em forte acidente que envolveu Valtteri Bottas em Ímola (Vídeo: F1/Divulgação)

A relação entre Red Bull e Mercedes está tomando caminhos interessantes no começo da temporada 2021. Além de um verdadeiro equilíbrio na ordem de forças e troca de socos no começo do campeonato, o que indica disputa pelo título mundial, a equipe dos energéticos anunciou a contração de Ben Hodgkinson, que até pouco tempo era chefe de engenharia mecânica na rival alemã. E Helmut Marko tem opiniões, claro, sobre as condições em que a decisão foi tomada.

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Hodgkinson será diretor-técnico da Red Bull, uma promoção, sem dúvidas, mas a Mercedes tenta evitar que ele assuma o mais rápido possível. A justificativa é o fato de conhecer muito bem o projeto atual dos heptacampeões. Segundo Marko, consultor da Red Bull, entretanto, o engenheiro é somente a primeira peça do dominó que começa a cair.

Compatriotas, Marko e Lauda se conheciam há muito tempo (Foto: Red Bull Content Pool)

“O mais importante é que não tivemos que persuadi-lo nem um pouco. Ben se candidatou de maneira independente através da nossa publicidade. A Mercedes está tentando tudo que é possível legalmente para atrasar o começo do trabalho dele, mas não vai levar tanto tempo quanto gostariam”, afirmou ao site alemão ‘F1 Insider’.

Em outros tempos, Marko acredita, isso jamais passaria. Quando Niki Lauda, o tricampeão mundial e presidente não-executivo da Mercedes até sua morte, em 2019, estava ativo, por exemplo.

“E ele não é o único que quer vir para nosso time. Há outras figuras fundamentais cujos nomes ainda não posso dizer. O que eu sei é o seguinte: se Niki Lauda estivesse vivo, não conseguiríamos fazer isso”, finalizou.

O Mundial de Fórmula 1 continua neste próximo fim de semana com o GP de Portugal.