Com dificuldades para acompanhar o ritmo de Mercedes, Ferrari e McLaren neste início de temporada 2026, Laurent Mekies deixou claro que a Red Bull precisa trabalhar “em todos os aspectos do carro”, já que, de acordo com ele, não existe apenas um problema específico para ser resolvido. O dirigente, no entanto, também analisou o copo meio cheio e fez questão de elogiar o trabalho empreendido na unidade de potência, agora de fabricação própria em parceria com a Ford.

Após três etapas realizadas — Austrália, China e Japão —, Max Verstappen e Isack Hadjar não chegaram nem perto de brigar por pódio contra as principais rivais do pelotão de cima. A dupla tem sofrido muito com as deficiências aerodinâmicas e mecânicas do RB22, que têm feito os taurinos competirem em um nível similar ao da Alpine, Haas, Racing Bulls e Audi, por exemplo, que sequer sonhavam em dificultar a vida do time de Milton Keynes até o ano passado.

Com 16 pontos somados no Mundial de Construtores, a Red Bull se encontra na sexta posição, 119 tentos atrás da Mercedes, a líder da competição neste momento. Como o objetivo é retornar à briga do top-4, Mekies já explicou como o adiamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita será útil para a escuderia dos energéticos encontrar soluções, mesmo que não se trate de algo tão simples assim.

“Acreditamos que seja algo que abrange todos os aspectos. Não achamos que exista uma área específica para focarmos”, começou em participação no podcast Beyond the Grid. “Por si só, isso já é um desempenho incrível. O fato de a unidade de potência não ser identificada como uma fraqueza específica, mas simplesmente como uma área entre outras a melhorar para atingir o nível de referência, que hoje é a Mercedes, já é algo muito positivo”, avaliou.

“Essa unidade de potência não existia há três ou quatro anos. A fábrica não existia, não tínhamos pessoal, e hoje somos 700 pessoas. Temos essa parceria incrível com a Ford, e chegamos à primeira corrida com uma sensação de normalidade”, continuou Laurent, exaltando o trabalho realizado na divisão de motores, a Red Bull Powertrains.

Laurent Mekies reconheceu as dificuldades enfrentadas pela Red Bull (Foto: Red Bull Content Pool)

Após o forte baque com a notícia da saída de Gianpiero Lambiase para a McLaren em 2028, a Red Bull vive um momento delicado antes do GP de Miami, no início de maio. De acordo com o portal alemão F1-Insider, Pierre Waché, diretor-técnico e grande responsável pelo desenho do chassi do carro, corre o risco de ser demitido caso as atualizações preparadas não se traduzam em desempenho de pista.

Com toda a pressão na busca por resultados, Mekies reiterou que a equipe permanece unida rumo ao mesmo objetivo. “A única coisa que observamos é a diferença para a primeira posição. E sim, ela é significativa hoje. Mas todos estamos focados no que precisa ser feito para reduzi-la”, pontuou.

“Não é apenas uma área. Levamos o desenvolvimento do chassi até muito tarde no ano passado. Estamos pagando o preço no início da temporada, como eu disse recentemente”, reforçou o dirigente, que já havia admitido que as decisões passadas afetaram o planejamento atual.

“O projeto do motor é muito recente e está sendo desenvolvido em paralelo. As equipes fizeram um trabalho incrível. Mas, claro, reconhecemos que a concorrência está em um nível melhor atualmente. 2026 será uma temporada de aprendizado e de desenvolvimento. São dois desafios que aceitamos e nos quais estamos totalmente envolvidos”, concluiu.

Red Bull tem sofrido nesse início de temporada 2026 (Foto: Red Bull Content Pool)

A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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