A Red Bull está pronta para iniciar uma nova fase em sua história a partir de 2026, quando passará a utilizar unidades de potência desenvolvidas e construídas internamente, em colaboração com a Ford. Christian Horner, chefe da equipe, afirmou que vê o projeto como uma grande oportunidade, apesar dos riscos envolvidos.
A decisão foi tomada após o anúncio inicial da Honda de que deixaria a Fórmula 1 — posição posteriormente revertida. Em vez de buscar novo fornecedor externo, a Red Bull surpreendeu o paddock ao fundar a Red Bull Powertrains, responsável por criar motores próprios para o novo regulamento técnico.
“Como Dietrich [Mateschitz] sempre dizia: sem risco, sem diversão”, disse Horner à Formula 1 Magazine. “Dado o tamanho da equipe e o quão competitivos somos, não podemos depender de fornecedores externos que podem desistir ou mudar de ideia a qualquer momento”, emendou.
“É um projeto empolgante, não isento de riscos ou desafios. Mas a Red Bull nunca teve medo disso”, garantiu.

Segundo Horner, o grande investimento feito pelos acionistas no desenvolvimento de uma estrutura moderna — que reúne todas as operações no mesmo local — foi fundamental para garantir o futuro independente da equipe.
“O apoio dos acionistas foi enorme, como mostra o investimento feito na construção de uma instalação de última geração. Isso nos permite ter tudo em um único local”, explicou.
Ao longo da história na Fórmula 1, a Red Bull construiu parcerias com diferentes fabricantes. Alcançou o auge com a Renault entre 2010 e 2013, período em que conquistou quatro títulos consecutivos de Pilotos e Construtores. No entanto, a relação azedou com a queda de desempenho na era híbrida, levando a uma mudança para os motores Honda em 2019. A parceria trouxe nova fase de sucesso, com títulos de Max Verstappen entre 2021 e 2024, além das conquistas de Construtores em 2022 e 2023.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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