É verdade que, nos últimos dias, o assunto da Fórmula 1 tem sido sobre as alegações de que Red Bull e Aston Martin teriam ultrapassado o limite de US$ 145 milhões (R$ 782 milhões, na cotação atual) durante a temporada 2021, que marcou o título de Max Verstappen. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) declarou como “infundadas” as suspeitas, mas reiterou que ainda está avaliando.
Segundo o consultor dos taurinos, Helmut Marko isso faz parte de uma provocação da Mercedes. Para ele, que sempre carrega comentários ‘ácidos’, é apenas uma prova de que os alemães não superaram a temporada passada.
“É mais do que surpreendente como Toto Wolff chegou a esses números”, disse ele. “Ele fala de uma grande infração. Deve haver um vazamento de informação em algum lugar da FIA”, completou.
“Abu Dhabi se foi há muito tempo. É um pouco estranho que ele ainda não superou isso. Isso agora vai além da difamação política usual. São alegações concretas e sérias. Na nossa opinião, estamos abaixo do do limite. Se você interpretar isso de uma forma negativa, estaríamos um pouco acima disso”, acrescentou.
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O teto orçamentário foi introduzido na F1 no ano passado e, de início, fixado em US$ 145 milhões (R$ 782 milhões, na cotação atual). Para 2022, a entidade optou por reduzi-lo em US$ 5 milhões (R$ 26 milhões), mas permitiu um acréscimo de 3,1% com o campeonato em andamento por correção inflacionária. Mesmo assim, as equipes do grid, sobretudo as ponteiras (Red Bull, Mercedes e Ferrari), já fizeram várias reclamações públicas sobre como o limite de gastos compromete o trabalho de desenvolvimento do carro.
A grande questão, no entanto, é justamente sobre qual punição específica uma equipe pode sofrer por estourar o teto de gastos em determinado valor, uma vez que a FIA não possui uma tabela de sanções definidas sobre a ultrapassagem desse limite. Especula-se que a infração de Aston Martin e Red Bull tenha ultrapassado os 5% tolerados. Mas há muita discordância até mesmo sobre o valor permitido e a vantagem adquirida sobre as rivais. Equipes como Mercedes e Ferrari alegam que US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) além do teto, por exemplo, podem representar um desenvolvimento capaz de gerar até 0s5 na pista.
Na semana passada, Christian Horner também subiu o tom em relação às alegações. O chefe dos taurinos defendeu o time e disse sequer saber de onde tais informações vieram.
“Certamente não tenho ciência de nenhuma violação. O conselho enviou tudo em março, então tem sigo um longo processo com a FIA, e estamos nele enquanto falamos. Eles estão seguindo corretamente este processo, e acho que no meio da próxima semana é quando eles declaram os certificados. Como disse antes, é um processo em andamento. Existem pontos no orçamento que não pertencem a ele, como mencionei antes, de pessoas que são listadas e trabalham em outras companhias. A FIA diz que não sabe [como se tornou público], mas é estranho que pontos de um processo em andamento, que ainda não foram esclarecidos, viraram públicos. É um dano à reputação”, falou Horner.
A temporada 2021 da Fórmula 1 foi marcada por uma intensa disputa entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, mas a decisão em Abu Dhabi foi cerca de controvérsias por conta dos erros do diretor de prova, Michael Masi, que interferiram diretamente no resultado final. O próprio Christian Horner, chefe da Red Bull, admitiu esse ano que as decisões equivocadas de Masi durante o safety-car de Nicholas Latifi diminuíram o primeiro título de Verstappen.
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