Enquanto a Fórmula 1 apenas aguarda a oficialização do acordo entre Porsche e Red Bull a partir da temporada 2026, a outra marca do Grupo Volkswagen, a Audi, está muito próxima de estar no grid da categoria como equipe, e a porta de entrada será através de um acordo com a Sauber. A informação foi divulgada pelo site alemão Motorsport-Total.com nesta terça-feira (23), que disse ainda que o anúncio deve ser feito durante este fim de semana, na Bélgica.

A Volkswagen já havia confirmado a entrada de suas marcas na elite do automobilismo mundial daqui a quatro anos, quando a F1 sofrerá uma grande alteração no regulamento dos motores. Faltava apenas a definição da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sobre tais mudanças, e ela veio este mês, dando o sinal verde para as marcas alemães seguirem com seus respectivos planos.

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AUDI; PORSCHE; FÓRMULA 1;
Audi e Porsche vão entrar na F1 em 2026 (Foto: Reprodução)

No caso da Audi, a intenção sempre foi ingressar como equipe, e, segundo a publicação, os alemães passaram a contar com Gerhard Berger para negociar a compra da base em Hinwil, que atualmente corre com o nome da italiana Alfa Romeo. O ex-piloto, por sua vez, negou qualquer envolvimento no caso, dizendo ao Motorsport-Total.com que “não tinha contrato de consultoria na F1 com a Audi”. “Não tenho nenhuma relação próxima com a Sauber e tenho muito pouco contato com eles. Não participei de nenhuma conversa entre Sauber e Audi”, acrescentou.

O que Berger confirma, no entanto, é que “estabeleceu contato” entre a Audi, liderada pelo CEO Markus Duesmann, e a McLaren. A marca tinha interesse em adquirir ações do time de Woking, mas o acordo não foi feito. O passo seguinte foi procurar Williams e Aston Martin, porém as negociações também não foram à frente.

A Sauber acabou sendo o caminho natural, mas a equipe já havia rejeitado uma proposta de compra feita pela Andretti, disposta a pagar € 350 milhões (R$ 1,7 bi, na cotação atual) pela equipe suíça. Finn Rausing, proprietário da Sauber, insistiu na continuação do grupo suíço, manutenção dos empregos e ainda exigiu mais € 250 milhões (R$ 1,2 bi) como contribuição para garantir que a equipe estaria em boas mãos — condições que fizeram Michael Andretti desistir da oferta.

A diferença agora é que a Audi quer pagar mais por menos ações, ou seja, Rausing continuaria fazendo parte dos negócios, ainda que como sócio minoritário. E tudo com a promessa de continuar desenvolvendo a Sauber como equipe de fábrica, da mesma forma como foi a parceria com a BMW, entre 2006 e 2009. Outro ponto que a publicação alemã também chama a atenção é o fato de o CEO da Audi, Duesmann, ter sido o chefe de desenvolvimento da equipe Sauber no referido período da parceria com a BMW — outra marca alemã.

A parceria com a Audi deixa a base em Hinwil responsável pela construção do chassi e trabalho nos túneis de vento, enquanto o novo motor será criado nas instalações da Audi em Neuburg, Alemanha. A Porsche, a título de comparação, desenvolveria grande parte das suas unidades de potência usando a estrutura da Red Bull em Milton Keynes, na Inglaterra.

Além disso, o site alemão ainda disse que nomes já foram definidos para estarem à frente do projeto na F1. Adam Baker, que trabalhou anteriormente na BMW e foi contratado pela marca do grupo VW ao final do ano passado para realizar “tarefas especiais”, será o diretor-geral. Já Julius Seebach, que chegou a ser cotado para o cargo, assumirá um posto recém-criado no departamento de desenvolvimento da Audi.

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