Andrea Kimi Antonelli encerrou um jejum de 73 anos sem título de um piloto italiano na Fórmula 1 — a última vez foi com Alberto Ascari em 1953 — ao se tornar campeão no último domingo (1º). Patrizia Ascari, filha do bicampeão, parabenizou o jovem pela conquista e lamentou a ida de Lewis Hamilton à Ferrari. Além disso, enfatizou que a equipe de Maranello nunca mais será campeã da categoria.
No GP da Cidade do México, a dupla da Ferrari voltou a brigar de forma ferrenha logo na largada, numa disputa que se estendeu até a quarta curva. Charles Leclerc se lançou bem contra Hamilton e mostrou mais de uma vez que não aliviaria para o companheiro de equipe. O enrosco foi inevitável. Ao saírem da pista, o monegasco levou vantagem, deslizou até a curva posterior, enquanto Lewis perdeu força e acabou ultrapassado por Max Verstappen, que venceu a prova.
A etapa também foi marcada pelo título de Antonelli, que tinha uma vantagem muito confortável para George Russell, companheiro de Mercedes que ocupava a segunda colocação no Mundial de Pilotos. Um nono lugar já seria suficiente para levantar a taça. O piloto do #12 não sentiu a pressão e ainda finalizou na terceira colocação.
A conquista de Kimi representou o encerramento de um longo jejum sem títulos de um representante da Itália na F1. Patrizia não poupou elogios ao jovem e lamentou a situação de Hamilton na Ferrari.

“Antonelli é fantástico. Kimi é fofo, amigável, jovem, sorridente. Não sei como alguém poderia não gostar dele. É um menino magnífico”, declarou a filha de Ascari ao jornal italiano Il Giornale.
“Antes dele, eu gostava do Hamilton, mas coitado, acabou na Ferrari. Teve um fim trágico. A Ferrari nunca mais vai vencer“, pontuou.
Patrizia tinha apenas oito anos de idade quando Ascari sofreu o acidente fatal em Monza, em 1955. Apesar das recordações vagas, lembrou do pai com alegria.
“Alberto era uma pessoa muito simpática e alegre. Mas são lembranças de uma menina de oito anos, então um pouco vagas. Com essa idade, não somos tão bobos assim. Mas, para nós, era um trabalho normal. Era um pai que ficava longe com frequência, como se trabalhasse no exterior. Depois, voltava com muitos presentes”, recordou.
Como não assistiu a nenhuma corrida no autódromo enquanto criança — Ascari não levava a mulher e os filhos para as pistas porque tinha receio de se acidentar na presença deles —, Patrizia só foi a um circuito pela primeira vez aos 18 anos. Uma experiência completamente diferente da F1 atual, da qual não é fã.

“A última vez que estive em Monza foi um pesadelo. Antigamente, dava para ver os boxes, podia se virar, trocar de lugar. Agora não dá para ver nada. É melhor assistir pela TV. Havia aquele cheiro maravilhoso de óleo, que sumiu. E o barulho, muito abafado hoje em dia. Eles te dão protetores auriculares assim que você chega… E tinha tanta gente, era um saco. Nunca mais”, ressaltou.
Ainda assim, a italiana acompanha algumas provas. “Assisto às etapas de Monte Carlo e Monza. Não assisto a Baku, só para você ter uma ideia. As corridas são muito longas. Vejo a largada, um pouco do GP, faço outra coisa e depois volto para a frente da televisão”, salientou.
O título de Antonelli trouxe Ascari de volta aos holofotes. Patrizia revelou que tem recebido diversos convites para entrevistas, mas admitiu que não tem muito o que dizer.
“Está se tornando quase uma obsessão. Estão me pedindo entrevistas o tempo todo, mas não sei o que esperam que eu conte. Quando meu pai morreu, eu tinha oito anos e acompanhava pouco as corridas”, finalizou.
A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRASIL* | PORTUGAL | CABO VERDE | ANGOLA | MOÇAMBIQUE |
| 6/11 | Treino livre 1 | 12:30 | 15:30 | 14:30 | 16:30 | 17:30 |
| 6/11 | Treino livre 2 | 16:00 | 19:00 | 18:00 | 20:00 | 21:00 |
| 7/11 | Treino livre 3 | 11:30 | 12:30 | 13:30 | 15:30 | 16:30 |
| 7/11 | Classificação | 15:00 | 18:00 | 17:00 | 19:00 | 20:00 |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília