Depois de um fim de semana marcado pela cena de Lewis Hamilton mal conseguindo sair do carro em Baku, a Mercedes teve um bom desempenho no GP do Canadá deste domingo (19), terminando em terceiro com o heptacampeão e em quarto com George Russell. E uma das razões para o bom rendimento, na opinião de Toto Wolff, é que a equipe conseguiu descer um pouco mais o carro, o que fez “a diferença no cronômetro”.
O chefão das Flechas de Prata explicou que na classificação, os carros de Hamilton e Russell estavam mais altos que o normal, mas é algo que compromete o desempenho — uma vez que todo o ganho de performance é decorrente do efeito-solo. Para a corrida, a dupla de pilotos foi à pista com diferentes configurações.
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“Ambos foram muito bons”, disse Wolff. “[Eles usaram] Diferentes configurações, diferentes configurações de asa, e mostramos um pouco mais de ritmo hoje. Corremos com diferentes níveis de arrasto. George optou por mais downforce ontem e ainda conseguiu ultrapassar porque estávamos bem no hairpin, e Lewis estava com menos pressão.”
“Em termos de desempenho em diferentes etapas da corrida, ambos foram rápidos. Dava para ver no hairpin, na parte onde colocaram asfalto novo, que sofremos menos com a rigidez do carro”, continuou o austríaco.
Antes do safety-car sair da pista, Wolff ressaltou que o W13 estava mais rápido que a Ferrari de Carlos Sainz e a Red Bull de Max Verstappen. Mas mesmo com o bom ritmo no circuito Gilles Villeneuve, o chefe da equipe alemã tem optado pela cautela ao falar sobre as expectativas para as próximas corridas.
“Se você está escolhendo algumas voltas e dizendo que estamos de volta, acho que ainda não é o caso. Se conseguirmos andar com o carro mais baixo, podemos ser competitivos [em Silverstone], mas depois de Barcelona estávamos na torcida para voltar ao campeonato, e aqui vamos nós de novo. Vamos ver!”, concluiu.