Passados quase cinco anos da morte de Niki Lauda, Toto Wolff ainda sente a falta do amigo e colega de trabalho na Mercedes. O tricampeão mundial se juntou ao time alemão em 2012 no cargo de presidente não executivo, e, além de ter sido fundamental na contratação de Lewis Hamilton, ajudou a estabelecer as bases para o início do maior período de domínio já visto na Fórmula 1.

Quando Lauda faleceu em maio de 2019, devido a problemas renais, Wolff afirmou que a escuderia “havia perdido uma luz guia”. Agora, questionado sobre a influência do tricampeão e o quanto seus conselhos fazem falta para equipe, Toto enalteceu as qualidades do austríaco.

Wolff e Lauda foram determinantes para uma era vitoriosa na Mercedes. (Foto: Mercedes)

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“Niki faz falta estes anos porque ele sempre simplificou as coisas para o que realmente importava”, relembrou. “Estou tendo de pensar o que ele teria dito e como ele teria posicionado [as coisas], e nós dois trabalhamos bem juntos nesse sentido. Às vezes a simplificação excessiva pode levar você direto aos resultados”, comentou o chefe da Mercedes.

Embora acredite que vá levar entre seis e 12 meses para reduzir a diferença de desempenho para a Red Bull, Wolff espera um grande pacote de atualizações para melhorar a performance do W14 e definiu os objetivos para o restante da temporada.

“Eu gostaria de vencer todas as corridas, mas isso não é realista. Os objetivos são que, com base no entendimento que temos agora, nas próximas iterações de atualizações e aprendizado, possamos reduzir muito o déficit de desempenho, porque agora sabemos e tomamos uma decisão em qual direção seguir”, finalizou o dirigente.

A Fórmula 1 retoma suas atividades no dia 2 de abril, com o GP da Austrália, terceira etapa do calendário de 2023.