Frédéric Vasseur reagiu de forma direta e irônica à declaração de Christian Horner sobre a Ferrari e minimizou a possibilidade de ser substituído no comando da equipe. Após o ex-chefe da Red Bull dizer que a escuderia italiana era a única em que toparia trabalhar na Fórmula 1 sem fatia acionária, o francês afirmou que todos sabem que o britânico está procurando emprego e lamentou o impacto dos rumores sobre o ambiente interno da escuderia italiana.
A declaração de Horner ao jornal The Times reacendeu uma especulação que o acompanha desde a saída da Red Bull. O britânico deixou a equipe taurina em julho de 2025, após 20 anos no comando, e passou a ser relacionado a diferentes projetos da F1. Só que também buscou uma possível participação societária em alguma equipe do grid.
Horner chegou a demonstrar interesse em comprar os 24% da Alpine que pertenciam à Otro Capital, em uma movimentação que poderia abrir caminho para retornar à categoria. A Aston Martin também surgiu como opção nos mesmos moldes. Porém, admitiu que abriria mão da condição para comandar a Ferrari.
“Sempre fui apenas um funcionário, passei 21 anos sentado no muro e não preciso voltar a fazer isso. Nesta fase da minha vida, há apenas uma equipe pela qual eu aceitaria não ter participação acionária. A Ferrari é a marca mais importante da Fórmula 1. É um sonho. E podemos dizer que é o gigante adormecido da F1”, disse o britânico.
Atual chefe da Scuderia, Vasseur foi questionado pelo jornal italiano Corriere della Sera sobre as declarações. O francês, porém, não demonstrou interesse em alimentar a discussão.
“Todos sabem que ele está procurando emprego. Mas o que posso fazer?”, ironizou.

“Só tento estimular a equipe. Mas é claro que, com esses rumores, não se trabalha com tranquilidade”, disse.
Essa foi a segunda vez no fim de semana que o dirigente comentou as especulações envolvendo a Ferrari. Anteriormente, Vasseur mencionou notícias publicadas na semana anterior sobre uma possível demissão em Maranello e admitiu que a pressão gerada pelas constantes polêmicas interfere no ambiente interno e dificulta o trabalho do time.
A Fórmula 1 retorna às atividades no próximo fim de semana, com o GP do Bahrein. Apesar do nome, a 16ª etapa da temporada será disputada no Circuito de Sepang, na Malásia.