Ter chegado ao final do GP da Emília-Romanha com a Williams foi um alívio para Nicholas Latifi, que vem tendo muito mais dificuldade com o novo carro da Fórmula 1 do que o seu companheiro de equipe, Alexander Albon. Na opinião de Jost Capito, o que acontece com o canadense é uma questão de confiança.
Das quatro etapas disputadas até aqui, Latifi concluiu três, porém não conseguiu passar da 16ª posição. Ele e Mick Schumacher, da Haas, são os únicos pilotos que ainda não pontuaram na temporada 2022.
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“Acho que é um jogo mental, não? Ele [Latifi] é capaz de pilotar muito rápido e fazer os mesmos tempos de volta que Alex se estiver no lugar certo, tenho certeza”, disse o chefe da Williams. “O carro é um pouco mais difícil e complicado de pilotar do que o do ano passado, e ele tem de pensar nisso e ter todo o apoio da equipe”, acrescentou.
“Agora, claro que, se você tem alguns abandonos, tem de lutar novamente contra a falta de confiança, mas ele terá todo o nosso apoio, e temos certeza de que ele vai chegar lá”, garantiu Capito.
O próprio Latifi já falou sobre o desconforto que ainda tem com o carro, que o impede de forçar mais o ritmo e buscar resultados melhores. “É perigoso, não digo no aspecto da segurança, mas em termos de se envolver e incidentes e simplesmente não se sentir confortável para ir ao limite.”
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A Williams conseguiu sair do zero na Austrália após Alexander Albon arrancar uma décima posição com uma estratégia ousada de pit-stop. Latifi disse que é notável ver como o tailandês se adaptou melhor ao carro.
“Claramente, Alex está mais confortável com o carro. Independentemente do ritmo, sabemos que estamos perdendo pressão aerodinâmica, que estamos tendo problemas de equilíbrio. Isso é claro. Mas ele está gerenciando isso melhor, então tenho de chegar nesse nível. Para mim, é apenas questão de sentir o carro e ter confiança”, avaliou o canadense.
“Não é um estilo de pilotagem, se eu estou freando tarde demais, sem velocidade suficiente, isso e aquilo. Porque, se você não sentir confiança com o carro, não pode trabalhar nos aspectos mais técnicos quando eventualmente tiver de trabalhar nessas coisas, mas esse sempre será o caso. Portanto, confiança primeiro. Todo o resto vem depois”, finalizou Latifi.