A estreia sólida de Franco Colapinto na Fórmula 1 levantou perguntas sobre a razão da Williams não ter apostado no pupilo desde o início da temporada 2024 da Fórmula 1, porém James Vowles explicou que o cenário certamente seria outro se tivesse feito isso. Para o chefe da equipe, Colapinto teve tempo para se preparar e assumir o cockpit de Logan Sargeant no momento certo.
O jovem de 21 anos estreou no GP da Itália e já impressionou ao andar próximo de Alexander Albon nos treinos. Em Baku, o desempenho foi ainda melhor, com Franco indo ao Q3 e terminando o GP do Azerbaijão em oitavo, marcando os primeiros pontos da Argentina na F1 42 anos depois.
“Ele fez um trabalho absolutamente excelente. Pulou direto com os dois pés”, começou Vowles ao site alemão Motorsport-Total, classificando a conquista dos pontos como “extraordinária”.
“Se olharmos para toda a carreira dele, ele nunca teve apoio financeiro, o apoio que precisava para alcançar qualquer coisa. E em todos os carros em que esteve, foi incrivelmente rápido. Ele teve um bom desempenho na Fórmula 2 e ficou cada vez melhor à medida que a temporada avançava”, acrescentou.

Em seguida, Vowles destacou também a melhora apresentada por Colapinto no simulador, mas enfatizou que “não dá necessariamente para traduzir” o trabalho feito em simulação de corrida. O que deu certeza ao chefe de que poderia contar com o pupilo a curto prazo foi o TL1 em Silverstone, Inglaterra.
“Foi nesse momento que fiquei surpreso. Pensei ‘Isso é interessante’. Melhor do que esperava para uma primeira vez na pista. Ele simplesmente gostou. Estava relaxado e aproveitando o momento, que é o que deveria fazer. Portanto, houve várias coisas. Foi a abordagem dele, a capacidade dele de lidar com a pressão sem deixar que isso o abalasse de alguma forma”, seguiu.
“Ele tem uma maneira muito distinta de abordar tudo o que faz, e foi bom ver isso se manter apesar da pressão criada ao seu redor”, completou o dirigente, que também falou sobre a batida de Franco em Baku. “O que ele aprendeu [com o incidente] aplica-se diretamente a Singapura, e é mais fácil lidar com estas circunstâncias.”
Ainda sobre o Azerbaijão, Vowles admitiu que “ali, superou as minha expectativas”. “A volta no Q3, a volta do Q2 ao Q3, realmente foi um destaque para mim”, salientou, respondendo, em sequência, se deveria ou não tê-lo chamado desde o início da temporada.
“Se tivéssemos feito isso no início do ano, não acredito que veríamos o Franco de hoje. Acho que o preparamos bem no simulador e de outras maneiras para levá-lo ao nível em que está agora. Quanto aos arrependimentos, a decisão de tirar um piloto da corrida é uma das mais difíceis que você pode tomar estando na minha posição. E tive de ter certeza de que era claramente o momento certo”, concluiu.
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