A Williams chegou para a temporada 2026 da Fórmula 1 repleta de problemas que resultaram em um atraso no desenvolvimento do FW48. Depois de perder os testes privados de Barcelona, em janeiro, a equipe britânica conseguiu aproveitar a pré-temporada no Bahrein, mas sabia que levaria tempo para ajustar as principais questões. Agora, parece que esse tempo ficou ainda maior na previsão do chefe James Vowles.

O principal obstáculo enfrentado pela Williams neste começo de ano é o sobrepeso do carro, que foi reprovado nos primeiros testes de colisão da FIA e precisou ser reforçado. Com isso, a equipe atrasou a entrega do FW48 e ainda foi para Melbourne com um carro que precisa perder cerca de 28 kg.

A previsão, após os testes no Bahrein, era de que a Williams levaria três corridas para resolver a questão, mas o otimismo parece ter diminuído depois do GP da Austrália do último domingo (8). Agora, Vowles já fala em seis finais de semana para cortar todo o peso extra do FW48.

“Na verdade, a maior parte dos problemas está relacionada ao peso do carro. Reduzir o peso do carro não é complicado. Tenho muitos e-mails falando não apenas sobre como reduzi-lo, mas até sobre como ficar bem abaixo do peso mínimo. Essa possibilidade existe para nós. Se este fosse um mundo sem o teto de custos, eu começaria isso amanhã. Estaria resolvido em poucas semanas, mas não é assim”, explicou o chefe da Williams.

“Então, é preciso planejar isso com base em quando esses componentes chegam ao fim da vida útil e quando vamos introduzir atualizações mais adiante na temporada. É uma complexidade, mas é algo positivo. O teto de gastos, no geral, continua sendo muito positivo. Parece difícil dar um número exato de corridas em que seremos capazes de intervir, mas digamos cerca de seis corridas. Portanto, bastante tempo”, seguiu.

“Se fossem 20 kg — na verdade é mais do que isso. Para explicar o porquê: não é apenas o efeito da massa. Quando as pessoas calculam o número, elas não levam em conta as mudanças na altura do ajuste. Também não levam em consideração o impacto que isso tem na recuperação de energia, que também depende da velocidade mínima no ápice da curva, e isso é influenciado pelo peso. Portanto, o efeito é ainda maior”, acrescentou o dirigente da Williams.

James Vowles não está otimista com o peso do FW48 nas próximas provas (Foto: Williams)

Vowles também comentou como a equipe teve dificuldades para extrair o máximo possível do competitivo motor Mercedes na abertura da temporada na Austrália. A Williams fechou o fim de semana sem pontos e com a 12ª posição de Alexander Albon como o melhor resultado. Carlos Sainz foi apenas o 15º e cruzou a linha de chegada duas voltas atrás do líder George Russell.

“Na Austrália, precisamos da classificação para realmente perceber o quanto estamos atrás do ponto de vista da gestão da unidade de potência. Provavelmente estamos falando de 0s3, mais ou menos. Depois, ter apenas um carro na pista não é o ideal. É preciso ter os dois carros na pista para realmente começar a compará-los entre si e entender como gerenciar a entrega de energia”, finalizou o chefe da Williams.

A F1 volta à pista para a segunda etapa da temporada neste fim de semana, no GP da China, entre os dias 13 e 15 de março. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 100:3002:3004:3005:30
Classificação Sprint04:3006:3008:3009:30
Corrida Sprint00:0002:0004:0005:00
Classificação04:0006:0008:0009:00
Corrida04:0006:0008:0009:00

*Horário de Brasília

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