Fornaroli desencanta com vitória na Hungria e vira perigo real em briga por título da F2
A vitória na corrida 2 da rodada da Hungria, com direito a punição nas costas e tudo, tem tudo para trazer uma versão 2.0 de Leonardo Fornaroli, e isso é um verdadeiro perigo para os rivais diretos na briga pelo título da F2
Leonardo Fornaroli definitivamente pegou o gosto pelas vitórias. Já são três troféus em três rodadas consecutivas na Fórmula 2 2025 desde a seca que durou nada menos do que quatro anos nas categorias de base, mas a conquista na corrida 2 da Hungria, realizada domingo (3), tem mais camadas. Por ter sido na corrida principal, com 5s de punição nas costas, é totalmente capaz de representar um marco na temporada, trazendo uma versão 2.0 de um piloto que sabe jogar muito bem com a regularidade.
Fornaroli chegou à F2 este ano com a sina de um título conquistado na F3 sem ter vencido nenhuma corrida sequer. Mesmo assim, frequentou a liderança antes mesmo de reencontrar o caminho das vitórias, no Bahrein ao conquistar o pódio. Depois, ao vencer pela segunda vez no ano, contou com o revés de Alexander Dunne, que viu a vitória na Bélgica escapar ao ser punido, para reassumir a ponta.
A questão, no entanto, é que o campeonato ainda parecia totalmente pendido ao acaso, tamanha as vezes em que o próprio Dunne viu o topo fugir-lhe do alcance. A impressão era de que nem mesmo a regularidade contaria a favor diante da total ausência de um favorito claro.
É por isso que a vitória de Fornaroli na Hungria traz ao campeonato um contorno diferente, primeiro pela vantagem clara que conseguiu abrir para o segundo colocado, Jak Crawford, em 17 pontos, a segunda maior vista na temporada até aqui. Segundo por vir em um momento decisivo, uma vez que agora restarão quatro rodadas até o fim, e a regularidade será mais importante do que nunca.

“Não estava acreditando que conseguiria vencer, porque Roman [Staněk], no começo do meu stint com os médios, estava muito perto de mim, e eu estava com muito medo de um safety-car, VSC ou algo do tipo, porque se houvesse, minha corrida estaria destruída”, explicou Fornaroli depois da prova ao falar sobre os 5s que precisou pagar por exceder o limite de velocidade nos boxes.
“Fiquei rezando a cada volta, assistindo pelos telões para ver se algo estava acontecendo, e nas últimas três voltas, vi que alguns carros estavam brigando e disse: ‘Por favor, não toquem, não façam nada de errado’. Felizmente, nada aconteceu, vencemos a corrida, e estou muito feliz”, salientou.
Crawford também tem saído no lucro nas últimas etapas, usando com inteligência a experiência que possui na classe. Na Hungria, foram dois pódios que também o deixam em posição interessante na disputa, ainda que a DAMS pareça ter um carro não tão bom quanto a Invicta, atual campeã. Ele precisou de paciência e braço para se livrar de um atrevido Arvid Lindblad, que deu show particular nas defesas de posição tanto na sprint quanto na prova principal, mas viu as chances de título ficarem mais distantes.
Por fim, Richard Verschoor também conseguiu minimizar os danos ao pontuar nas duas corridas da rodada, porém perdeu fôlego ao zerar a etapa anterior, na Bélgica, e agora vê Fornaroli 19 pontos à frente. O neerlandês, todavia, vai no mesmo embalo de Crawford, e tudo leva a crer que o principal desafiante de Fornaroli, se ele assim sustentar a ponta, sairá da dupla.
A Fórmula 2, portanto, vai para a longa pausa até a rodada da Itália com o campeonato ainda indefinido, com vantagem dos veteranos sobre os novatos, ainda que Dunne e Lindblad sempre mereçam menção honrosa e a devida atenção — afinal, são 156 pontos em jogo, e realmente muita coisa ainda pode mudar até Abu Dhabi.
A Fórmula 2 agora entra em longa pausa e retorna em Monza, de 5 a 7 de setembro, palco da rodada da Itália. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2025.
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