Nikola Tsolov dominou o domingo (28) da Fórmula 2 na Áustria e venceu pela quarta vez na temporada 2026. O resultado, conquistado de forma madura depois de largar da terceira posição, mostra que, ainda que não esteja na liderança do campeonato, é o grande favorito ao título porque, além de ser consistente e capaz de se recuperar em situações adversas, possui um dos melhores carros do grid. Gabriele Minì e Rafael Câmara, principais rivais na briga pelo título, também possuem pontos positivos, mas, no momento, nenhum conjunto parece tão completo quanto o do titular da Campos.
Desde que a F2 estreou o regulamento de 2024, a Invicta venceu os títulos de pilotos e equipes, mas a Campos também sempre se colocou como uma das forças a serem batidas. Em 2026, no entanto, o time espanhol parece ter elevado seu desempenho a um novo patamar. Após seis rodadas duplas, foram seis vitórias da equipe, sendo duas de Noel León e outras quatro de Tsolov. Inclusive, ninguém venceu tanto quanto o búlgaro.
Mas Nikola se coloca como favorito não apenas por ter um bom equipamento. O piloto da academia da Red Bull também conseguiu se adaptar rapidamente à nova categoria e, além de ser rápido o suficiente para vencer com frequência, também é capaz de reagir em momentos de adversidade.
Na sprint na Áustria, por exemplo, depois de cair para o fundo do pelotão ao ser tocado por Joshua Dürksen na primeira volta, o búlgaro encontrou ritmo para iniciar uma recuperação, cruzou a linha de chegada em nono e, depois, foi promovido ao oitavo lugar após uma punição aplicada a Câmara. O ponto conquistado com o oitavo lugar pode não parecer muito, mas certamente pode ter impacto no fim do ano, principalmente considerando como a disputa está apertada até o momento.

E não foi só na Áustria que Tsolov mostrou capacidade de recuperação. Na corrida 2 no Canadá, o titular da Campos também tinha um bom ritmo quando foi tocado por Kush Maini e caiu para o fundo do pelotão. Ainda assim, mostrou resiliência para voltar a ganhar posições e cruzar a linha de chegada em um improvável quarto lugar. É fato que, depois, acabou punido com 10s por levar vantagem na disputa com Oliver Goethe e caiu para 12º. Ainda assim, ficou bem claro que o búlgaro consegue reverter cenários improváveis.
Minì e Câmara, os outros dois postulantes ao título, também possuem suas qualidades. Embora não tenha o melhor carro, o italiano da MP é o mais experiente entre os três e se vale dessa bagagem a mais, capitalizando os erros dos adversários e sendo consistente. Por isso, já foi ao pódio em sete oportunidades e só figurou fora dos pontos na corrida 2 de Mônaco. Graças a isso, lidera o campeonato com 108 pontos, dois a mais que o vice-líder Tsolov.
Câmara, por sua vez, além de chegar embalado pelo título da F3 logo no ano de estreia, é muito forte em classificação e já cravou a pole-position duas vezes. O que pesa um pouco contra o brasileiro é a falta de consistência quando comparado aos rivais. Por isso, tem 82 pontos, 26 a menos que o líder Minì.
Portanto, é inegável que os três pilotos possuem qualidades distintas, o que faz com que o campeonato esteja totalmente em aberto. Ainda assim, o momento de Tsolov parece melhor que o dos rivais.

A F2 retoma as atividades entre 3 e 5 de julho com a rodada dupla na Inglaterra. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do fim de semana.
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