Lucas di Grassi terminou o primeiro eP de São Paulo na 13ª posição. O brasileiro da Mahindra largou do último lugar neste sábado (25) após um acidente na classificação. Com pontos somados apenas na etapa de abertura, no México, quando foi pole-position e subiu ao pódio no terceiro lugar, Lucas vê o carro longe do ideal.
Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, Di Grassi celebrou o fato de ser o principal carro da Mahindra no evento, ficando à frente do companheiro de equipe Oliver Rowland e também dos pilotos da Abt Cupra, que utiliza os trens de força do time indiano.
“A corrida foi boa. Dentre os carros da Mahindra, terminei mais pra frente, consegui passar o [Oliver] Rowland, o [Nico] Müller e o [Robin] Frijns, mas o nosso carro está bem abaixo da Jaguar e da Porsche. Mesmo largando entre o top-10, acho que entre os sete ou os oito a gente não ia chegar nem a pau”, analisou o brasileiro.
Di Grassi também falou sobre os esforços da Mahindra para tentar se aproximar do pelotão. O time é apenas o sétimo colocado ente os Construtores, com 26 pontos. A McLaren, sexta colocada, tem 72.
“Na classificação, até que dá pra fazer alguma coisa, acho que hoje conseguiria largar entre os oito, fiz a pole no México, mas na corrida é praticamente impossível quando você precisa de ritmo e eficiência. Tem muito para a gente melhorar. A gente tá fazendo o possível, mas é um trabalho árduo e de longo prazo”, disse Di Grassi.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!
O piloto da Mahindra também concluiu que mesmo se não tivesse batido no muro durante a classificação, a missão de pontuar seria um pouco árdua. “Eu acho que mesmo se não tivesse acontecido nada na classificação, chegar entre os dez primeiros seria um trabalho muito difícil. Acho que talvez a gente tivesse conseguido alguns pontinhos, como um oitavo, um nono, um décimo, mas isso seria o máximo que daria pra fazer”.
“Se você ver as eficiências e quantidade de energia que os outros pilotos tinham, a gente não está no ritmo que precisamos estar. Em Diriyah foi assim, larguei em sétimo e acabei terminando em 12°”, relembrou Di Grassi.
A Fórmula E retorna em abril com a rodada dupla em Berlim, na Alemanha, em circuito montado no Aeroporto de Tempelhof, nos dias 22 e 23 de abril.
O GRANDE PRÊMIO acompanhou todas as atividades do eP de São Paulo IN LOCO com Gabriel Carvalho, Gabriel Curty, Guilherme Bloisi, João Pedro Nascimento, Pedro Henrique Marum, Pedro Prado, Rodrigo Berton e Thiago Rocha.