A Fórmula E admite que deseja voltar a contar com uma montadora chinesa no grid no futuro e enxerga essa possibilidade como viável a partir da era Gen4, embora descarte qualquer entrada já no início do novo ciclo técnico. A avaliação foi feita pelo CEO da categoria, Jeff Dodds, ao comentar o cenário atual do campeonato e a importância do mercado chinês para a indústria de veículos elétricos.

A categoria perdeu representação chinesa no fim de 2023/24, quando a ERT deixou o grid. O time passou a se chamar Cupra Kiro e adotou trens de força da Porsche, encerrando uma presença que vinha sendo mantida há anos sob diferentes nomes, como China Racing, NextEV e NIO. Desde então, a Fórmula E deixou de ter uma marca oriunda do maior mercado global de carros elétricos.

Dodds reconhece que o retorno de uma montadora chinesa é um objetivo claro, especialmente após a categoria conseguir manter as seis fabricantes que disputam a era Gen3 Evo. No entanto, o dirigente pondera que o movimento depende de uma combinação de fatores e de um amadurecimento estratégico por parte dessas empresas.

“Para muita gente, isso é lógico. O mercado chinês é o que cresce mais rápido no mundo em veículos elétricos, então faz sentido que fabricantes chineses queiram entrar na Fórmula E. Para mim, isso também é lógico. Mas o timing precisa ser o correto, e isso envolve várias coisas”, afirmou Dodds em entrevista ao portal SoyMotor.

ERT deixou o grid ao fim da temporada 2023/24 e deu lugar à Cupra Kiro (Foto: Fórmula E)

Segundo o dirigente, um dos principais desafios é a necessidade de as marcas chinesas ampliarem o foco para além do mercado doméstico. Além disso, também apontou para o histórico do país no automobilismo.

“Estão muito concentrados no mercado interno e precisam pensar de forma mais global para justificar o uso de uma plataforma como a Fórmula E. Além disso, precisam desenvolver mais conhecimento em automobilismo, porque não têm uma história profunda do que é necessário para competir na Fórmula 1 ou aqui”, explicou.

Outro obstáculo é o número limitado de vagas no grid. Com a Porsche já tendo anunciado um segundo time para o próximo ciclo técnico, as 12 licenças estão ocupadas, o que obrigaria um eventual novo fabricante a se associar a uma equipe existente. Recentemente, a Andretti confirmou que não deve seguir utilizando trens de força da fábrica alemã, se tornando opção para alguma marca que busque espaço na categoria.

Embora Dodds não cite nomes, o mercado especula possíveis candidatos, com a BYD sendo apontada como uma das marcas que mais se encaixariam no perfil competitivo e tecnológico da Fórmula E.

Fórmula E está em uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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