A Fórmula E ainda depende do ok da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), mas já preparou o calendário para a temporada 2025/26, segunda e última da atual era Gen3 Evo. A partir de 2026/27, com os carros Gen4, há a possibilidade de que várias novas praças apareçam no radar.
Foi o que falou sobre o assunto o cocriador e executivo de competições da Fórmula E, Alberto Longo. Em conversa com veículos de imprensa após o anúncio do calendário da próxima temporada, discutiu o futuro. De acordo com Longo, a categoria conversa com 106 cidades ao redor do mundo, no momento, e, além disso, a intenção da categoria é aumentar um evento por ano até 2030. A meta é chegar a 16 a 18 praças e 22 a 24 corridas. Ano que vem, serão 12 praças — duas delas ainda não confirmadas — e 18 corridas.
Garantiu, por exemplo, o desejo de retornar à Itália, onde não correu neste ano e que também não está no calendário da próxima temporada. Falou sobre a chance de mais uma prova na América do Sul ou Central, além dos atuais ePs de São Paulo e Cidade do México. É uma vontade, embora não seja prioridade.
“A corrida em Misano não funcionou. Falo por mim, mas também pela maioria dos pilotos. Roma era estreita demais para os Gen3 Evo. Seguimos conversando com outras cidades. Nosso DNA ainda é correr no coração das maiores cidades do mundo. Além de Milão e Roma, temos outras possibilidades, mas isso leva tempo”, afirmou.

“Sempre prefiro um circuito de rua. Nascemos com esse DNA. Mas os mercados, para mim, são mais importantes que as sedes em si. O fato é que precisamos voltar à Itália. Se não conseguirmos encontrar uma praça em centro urbano e tivermos de usar um circuito fechado, faremos isso”, continuou.
“O importante é como o campeonato tem de crescer. Outra corrida na América do Sul ou Central seria, provavelmente, o ideal. As corridas no México e no Brasil vão ficar bastante com a gente e, e, algum momento, vamos somar outra corrida. No momento, porém, não é nossa prioridade. Mesmo assim, temos conversas com cinco países pelo menos. Podemos voltar para Argentina ou Chile em algum momento, ou um novo país”, apontou.
O retorno ao continente africano também esteve em pauta. A Fórmula E correu durante anos em Marrakech, no Marrocos, e passou pela Cidade do Cabo, na África do Sul, em 2023. Em dado momento da formatação do calendário de 2026, houve a expectativa de que o evento seria retomado, o que não aconteceu. A Oceania, por onde a categoria nunca passou, é outra em voga.
“Também temos conversas com ao menos três países da África. E com a Nova Zelândia e duas cidades na Austrália. Todos esses mercados estão em nossa mira”, garantiu.

“A Cidade do Cabo foi um dos melhores momentos que tivemos no passado. Até nos aproximamos em voltar lá no ano que vem, mas faltou tempo. Mas, para o primeiro ano da era Gen4, espero correr na África. Com relação a Austrália e Nova Zelândia, as conversas ainda não avançaram”, finalizou.
A atual temporada, todavia, segue em andamento. A próxima etapa acontece no dia 21 de junho, com o eP de Jacarta, e o campeonato ainda passa por Berlim e Londres até chegar ao fim. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista da Fórmula E AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e no Kwai.