A Fórmula E segue planejando a criação de uma nova categoria de acesso, mas pretende adotar um modelo diferente do utilizado pela Fórmula 2 e pela Fórmula 3. Segundo o cofundador e diretor do campeonato, Alberto Longo, o objetivo é desenvolver uma competição totalmente elétrica, de baixo custo e que priorize o talento dos pilotos, sem a necessidade de compra de vagas.
Em entrevista ao site RacingNews365, Longo explicou que a futura categoria precisará estar alinhada aos princípios da Fórmula E. Segundo o dirigente, utilizar carros com motores a combustão como categoria de suporte enviaria uma mensagem incompatível com a proposta da categoria. Por isso, o plano é desenvolver um campeonato totalmente elétrico, de baixo custo e acessível para jovens talentos.
“Com certeza pretendemos ter categoria de acesso, analisamos isso desde o primeiro dia da gestão com muita responsabilidade, porque nossa prioridade sempre foi cuidar da Fórmula E. Além disso, buscamos parceiros que possam nos ajudar a viabilizar esse projeto”, revelou.
Longo também destacou os desafios logísticos enfrentados pela categoria ao longo dos últimos anos, principalmente pela limitação de espaço nos paddocks dos circuitos urbanos, fator que já havia dificultado a presença da Jaguar I-Pace eTrophy em todas as etapas do calendário. O dirigente reiterou que a categoria de acesso deverá seguir a mesma filosofia da Fórmula E, privilegiando o talento em vez da capacidade financeira dos competidores.

“Há vários desafios. Um deles é que, desde a Gen1 e a Gen2, muitas pistas não tinham espaço suficiente no paddock para uma garagem extra. Mesmo quando tínhamos a Jaguar I-Pace eTrophy, não conseguia disputar todas as corridas. Outro ponto é que hoje vemos F2 e F3 se tornarem categorias extremamente caras para os pilotos, e queremos ficar distantes desse modelo”, afirmou.
“Se criarmos uma escada de acesso para a Fórmula E, ela seguirá o mesmo princípio da categoria principal: reunir os pilotos mais talentosos. Eles chegam e recebem para competir; não precisam comprar suas vagas”, ressaltou.
Longo também revelou que o plano passa pelo desenvolvimento de um carro inédito, com custo estimado entre 200 mil e 300 mil euros, além da adoção de um campeonato monomarca para reduzir despesas e colocar todos os pilotos em igualdade técnica.
“Acredito que o caminho seja desenvolver um carro completamente novo nessa faixa de preço. Uma categoria monomarca provavelmente seria o ideal, porque é assim que se identifica o verdadeiro talento: todos têm o mesmo equipamento e o desempenho depende apenas do piloto”, finalizou.
A Fórmula E volta nesta semana, entre os dias 24 e 26 de julho, com a rodada dupla do eP de Tóquio, 14ª e 15ª etapas da temporada 2025/26. O GRANDE PRÊMIO segue como emissora oficial da Fórmula E no Brasil e transmite AO VIVO e COM IMAGENS todas as sessões do fim de semana no canal no YouTube e na GPTV.
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eP de Tóquio da Fórmula E: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 06:50
- Treino livre 2: 01:20
- Classificação 1: 03:30
- Corrida 1: 07:30
- Treino livre 3: 01:20
- Classificação 2: 03:30
- Corrida 2: 07:30
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 11:00
- Treino livre 2: 05:30
- Classificação 1: 07:40
- Corrida 1: 12:05
- Treino livre 3: 05:30
- Classificação 2: 07:40
- Corrida 2: 12:05
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 09:00
- Treino livre 2: 03:30
- Classificação 1: 05:40
- Corrida 1: 10:05
- Treino livre 3: 03:30
- Classificação 2: 05:40
- Corrida 2: 10:05
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 12:00
- Treino livre 2: 06:30
- Classificação 1: 08:40
- Corrida 1: 13:05
- Treino livre 3: 06:30
- Classificação 2: 08:40
- Corrida 2: 13:05
*Horário de Brasília