A Fórmula E pretende manter o eP de Jedá no calendário da temporada 2026/27, mesmo diante da instabilidade causada pelos conflitos militares no Oriente Médio. CEO da categoria, Jeff Dodds garantiu que a organização vai “lutar com unhas e dentes” para preservar a etapa na Arábia Saudita e afirmou que a relação com o país dá margem para encontrar alternativas, caso seja necessário alterar datas.
A próxima temporada será a primeira da era Gen4 e tem início previsto para dezembro de 2026, com encerramento em julho de 2027. O calendário será apresentado no próximo encontro do Conselho Mundial do Esporte a Motor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), marcado para 23 de junho, mas a permanência da Arábia Saudita já aparece como prioridade para a categoria.
Nos últimos anos, o país se tornou um dos principais mercados da Fórmula E. Além de sediar provas desde 2018/19 — primeiro em Diriyah e, a partir de 2024/25, em Jedá —, a Arábia Saudita também conta com forte investimento do Fundo de Investimento Público saudita (PIF), parceiro relevante e acionista minoritário da categoria. Todas as etapas realizadas no país aconteceram em formato de rodada dupla e, para a próxima temporada, a ideia é que o local receba a abertura do campeonato.
Os conflitos militares entre Estados Unidos, Israel e Irã, contudo, colocam esses planos em xeque. Embora um cessar-fogo esteja em vigor, a região permanece instável, o que gera dúvidas sobre a realização de grandes eventos esportivos no curto e médio prazo.

Em entrevista ao portal RacingNews365, Dodds indicou que Jedá é parte importante dos planos da Fórmula E, embora tenha reconhecido que o cenário atual no Oriente Médio gera incertezas. Mesmo assim, indicou que a categoria está disposta a remanejar a etapa para outro momento do campeonato, caso a abertura da temporada se torne inviável.
“Não seria novidade para ninguém dizer que planejamos correr em Jedá na próxima temporada. O campeonato começa em dezembro e vai até julho. Talvez não quiséssemos fazer uma corrida no Oriente Médio neste momento. Mas ainda está longe”, afirmou.
“O bom da relação com a Arábia Saudita é que trabalhamos juntos há muito tempo. Acredito que fomos a primeira categoria do automobilismo a entrar no país e a primeira em que realmente investiram. Temos uma parceria incrível e existe muita flexibilidade e disposição” seguiu.
“Se não conseguirmos fazer a abertura da temporada lá — não que tenhamos anunciado um calendário começando lá —, acredito que encontraremos outro momento para realizar a etapa mais tarde”, acrescentou.

Dodds reforçou que, independentemente do contexto geopolítico, a Fórmula E considera essencial manter a corrida saudita na agenda.
“Vamos lutar com unhas e dentes para garantir essa corrida, porque queremos fazer isso pela parceria. Mas não conseguimos prever como estará a situação”, finalizou.
A Fórmula E retorna entre os dias 19 e 20 de junho, com a realização do eP de Sanya. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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