Lucas Di Grassi fez um balanço sobre o que sentirá falta ou não do automobilismo e revelou um lado pouco glamouroso da carreira. Em coletiva de despedida realizada nesta quinta-feira (13), com presença do GRANDE PRÊMIO, o brasileiro destacou a adrenalina e a alegria de competir, mas trouxe aspectos negativos da rotina de um piloto profissional e revelou que nunca encarou as corridas como uma atividade prazerosa.
O eP de Londres deste fim de semana marca não apenas o fim da temporada 2025/26 da Fórmula E, mas também coloca um ponto final na carreira de Di Grassi. O brasileiro participou de todas as temporadas desde a criação do campeonato e acumula 14 vitórias e 42 pódios, além de conquistar o título em 2016/17. Aos 42 anos, decidiu encerrar a carreira ao fim da temporada.
Questionado sobre o que não ficará com saudade após deixar as pistas, Di Grassi não hesitou ao listar alguns dos aspectos mais desgastantes da profissão. O brasileiro citou as horas no simulador e, principalmente, o tempo distante da família.
“Não vou sentir falta das horas no simulador. Também não vou sentir falta de passar 150 noites por ano em hotéis ruins, comendo na maior parte do tempo comida alemã. Desculpa aos alemães, mas não é a melhor comida que existe”, brincou. “Não sentirei falta do tempo longe da minha família também”, emendou.
Para Di Grassi, a preparação e a pressão envolvidas em uma corrida tornam impossível encarar a atividade como diversão. O brasileiro destacou que a rotina começa muito antes de entrar no carro e exige uma preparação rigorosa para cada compromisso.
“Muitas pessoas acham que estamos nos divertindo quando estamos pilotando, mas não me divirto correndo. Eu me divirto fazendo meus hobbies, quando faço o que quero, na hora que quero e pelo tempo que quero. Correr não é um hobby, nunca me diverti pilotando um carro de corrida” revelou.

“Sinto adrenalina, tenho espírito competitivo, sempre quis muito ganhar, mas nunca me diverti. Quando estou no carro, a pressão é enorme e tanta coisa acontece ao mesmo tempo que não consigo me divertir. Entro totalmente concentrado”, seguiu.
“Quando tenho uma corrida, nos dez dias que a antecedem, durmo nos horários certos, me adapto ao fuso horário, me alimento corretamente, faço tudo o que posso. Não consigo ter uma vida normal. E tudo isso por causa das corridas. Então não é divertido”, ponderou.
O brasileiro também relembrou a passagem pela F1 e os sacrifícios físicos que precisou fazer para atingir o peso considerado ideal para competir. Na avaliação de Di Grassi, portanto, a carreira no automobilismo sempre esteve muito mais relacionada a compromisso e competitividade do que a diversão.
“Por exemplo, quando eu estava na F1, estava 15 quilos acima do peso. Não é nada agradável não jantar e ir dormir de estômago vazio porque precisava emagrecer para ser competitivo. Para cortar peso, tirava a palmilha das minhas sapatilhas de corrida. E ficava doente o tempo todo. Isso não é diversão, é comprometimento, uma profissão”, contou.

Mesmo assim, é justamente a sensação proporcionada pela disputa que fará falta quando estiver longe das pistas. Ao falar sobre o que levará consigo da carreira, o brasileiro apontou a satisfação de superar adversários e conquistar resultados como a principal ausência que sentirá após a aposentadoria.
“Vou sentir falta da alegria da competição. Vou sentir falta da satisfação de conquistar uma vitória ou um título. Não pela diversão em si, mas pela sensação que a vitória proporciona. É disso que vou sentir falta”, concluiu Di Grassi.
A Fórmula E retorna entre os dias 15 e 16 de agosto, com a última etapa da temporada 2025/26, a rodada dupla do eP de Londres. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
eP de Londres da Fórmula E: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sexta-feira
- Treino livre 1: 11:50
Sábado
- Treino livre 2: 04:20
- Classificação 1: 06:30
- Corrida 1: 10:30
Domingo
- Treino livre 3: 04:20
- Classificação 2: 06:30
- Corrida 2: 10:30
Horários em Portugal e Angola
Sexta-feira
- Treino livre 1: 16:00
Sábado
- Treino livre 2: 08:30
- Classificação 1: 10:40
- Corrida 1: 15:05
Domingo
- Treino livre 3: 08:30
- Classificação 2: 10:40
- Corrida 2: 15:05
Horários em Cabo Verde
Sexta-feira
- Treino livre 1: 14:00
Sábado
- Treino livre 2: 06:30
- Classificação 1: 08:40
- Corrida 1: 13:05
Domingo
- Treino livre 3: 06:30
- Classificação 2: 08:40
- Corrida 2: 13:05
Horários em Moçambique
Sexta-feira
- Treino livre 1: 17:00
Sábado
- Treino livre 2: 09:30
- Classificação 1: 11:40
- Corrida 1: 16:05
Domingo
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação 2: 11:40
- Corrida 2: 16:05
*Horário de Brasília