James Rossiter fez uma comparação ousada entre Fórmula E e Fórmula 1 ao projetar o desempenho dos novos carros Gen4 em condições de chuva. Para o piloto de desenvolvimento da categoria elétrica, a combinação entre os modelos da nova geração e o pneu Typhoon, desenvolvido pela Bridgestone, pode fazer com que os monopostos elétricos sejam mais rápidos em pista molhada.
A Bridgestone vai substituir a Hankook e se tornar a nova fornecedora exclusiva de pneus da Fórmula E a partir da temporada 2026/27 do campeonato, que também marca o inicio da era Gen4 da categoria. A parceria foi oficialmente lançada nesta quarta-feira (30), em um evento na cidade de Roma, na Itália, com presença do GRANDE PRÊMIO.
Rossiter participou do desenvolvimento do Gen4 e acompanhou de perto os testes dos novos pneus da Bridgestone. A experiência com o Typhoon, composto de pista molhada, foi tão positiva que o britânico fez uma comparação direta com a principal categoria do automobilismo mundial.
“Com o pneu Typhoon, estou disposto a dizer isso publicamente: se chover forte e tiver um carro de F1 com pneu de chuva extrema, e eu estiver com um carro Gen4 equipado com esse jogo de pneus da Bridgestone, tenho confiança de que serei confortavelmente mais rápido na chuva”, afirmou.
A declaração se apoia principalmente na quantidade de aderência entregue pelo novo composto. O britânico acredita, inclusive, que permitirá à Fórmula E realizar corridas em condições que normalmente forçariam uma interrupção.
“O que a Bridgestone fez com o pneu Typhoon é verdadeiramente notável pela quantidade de trabalho que colocaram nisso. Vocês verão carros andando em circuitos onde a FIA normalmente acionaria bandeira vermelha, encerraria a sessão ou faria alguma coisa, e os pilotos da Fórmula E estarão perfeitamente felizes”, disse.

“Desta vez, os pilotos vão reclamar que querem continuar andando, enquanto no passado acontecia o contrário”, ponderou.
Ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre o principal diferencial do Typhoon em termos de performance, Rossiter citou o funcionamento em diferentes condições de pista. Porém, destacou também a importância do composto ser usado de forma estratégica, já que cada equipe terá apenas um jogo por carro em cada etapa.
“Acho que o principal é a oportunidade de correr em condições extremamente diferentes. É incrível com chuva forte, mas mesmo em piso úmido, os pneus também têm um desempenho excelente”, elogiou.
“Só haverá um jogo de pneus para cada etapa, então, se a pista estiver secando, vai ser melhor usar outros pneus nos treinos livres. Com certeza, se estiver chovendo forte, você poderá usá-los consistentemente durante todo o dia. Portanto, acho que ficará bem claro para as equipes e para os pilotos quando for a hora certa de usá-los”, finalizou.
A temporada 2026/27 da Fórmula E está programada para começar entre os dias 18 e 19 de dezembro com a rodada dupla em Jedá, na Arábia Saudita.