James Rossiter recordou o primeiro contato com o carro Gen4 da Fórmula E e admitiu que precisou de algumas voltas para compreender a intensidade da aceleração proporcionada pelo novo monoposto. O piloto de desenvolvimento da categoria destacou os 600 kW de potência instantânea e afirmou que a experiência foi comparável, em impacto, ao primeiro teste que fez com um carro de Fórmula 1, duas décadas atrás.

Rossiter esteve presente no evento de lançamento da parceria entre Bridgestone e Fórmula E, realizado na cidade de Roma, na Itália, com presença do GRANDE PRÊMIO. Ao ser perguntado sobre como foi a primeira experiência ao volante do novo modelo, destacou o impacto gerado pela aceleração.

“Para dar uma ideia, 600 kW de potência é uma quantidade enorme. Principalmente porque é potência instantânea. Não é como um motor de combustão interna normal, que vai subindo até atingir um pico de potência, que é o número normalmente divulgado. É instantânea”, explicou Rossiter.

“Passei pelo pit-lane com o limitador de velocidade ligado, a 50 km/h. Quando saí, desativei e pensei: ‘Vou acelerar tudo e ver do que esse carro é capaz’. E a aceleração foi tão forte que minha mente meio que saiu do meu corpo e ficou para trás”, contou.

O britânico relatou que passou os primeiros giros tentando acompanhar a resposta do carro, como se estivesse sempre reagindo depois que o monoposto já havia iniciado a próxima ação. Essa característica, segundo ele, torna o Gen4 particularmente impressionante, inclusive quando colocado lado a lado com um carro de F1.

“Eu tentava alcançar o carro e senti que estava sempre um passo atrás dele nas primeiras voltas. É uma sensação que eu não tinha experimentado desde meu primeiro teste de F1, 20 anos atrás. É uma máquina incrível. A aceleração é incomparável, acelera mais rápido do que um carro de F1. E isso é muito difícil de compreender”, afirmou.

Rossiter participou do desenvolvimento do carro Gen4 (Foto: Fórmula E)

O desafio, porém, não está apenas em produzir os 600 kW, mas em conseguir transferir toda essa energia para o asfalto sem desperdiçar parte da potência disponível. É nesse ponto que Rossiter destacou o papel dos pneus Bridgestone, nova fornecedora exclusiva da categoria.

“Conseguir colocar toda essa potência no chão é muito difícil. O único ponto de contato do carro com o solo é o pneu com o asfalto”, explicou.

“Então, conseguir transformar toda essa energia em aceleração acontece apenas por meio da Bridgestone”, finalizou.

A temporada 2026/27 da Fórmula E está programada para começar entre os dias 18 e 19 de dezembro com a rodada dupla em Jedá, na Arábia Saudita.