Fórmula E
Guia 2025/26: Quem chega favorito, em alta, neutro ou em baixa na Fórmula E
Com a temporada 2025/26 da Fórmula E prestes a começar, o GRANDE PRÊMIO preparou um guia especial com a categorização de todos os 20 pilotos do grid. Quem chega como favorito para a disputa? Ou em baixa? Confira todos os nomes abaixo
Mais uma vez, a Fórmula E abre os trabalhos de uma temporada em São Paulo. Para a 12ª edição da história da categoria, 20 pilotos estarão na pista, uns em busca do título mundial e outros, traçando seus primeiros passos na modalidade elétrica. Neste guia elaborado pelo GRANDE PRÊMIO, o grid foi separado em quatro categorias que dividem os protagonistas dos coadjuvantes. Vale o adendo, porém, de que em uma categoria tão equilibrada, tudo pode mudar em questão de semanas.
Para embasar o julgamento, a equipe do GP considerou o passado recente dos pilotos, o histórico geral na categoria e o poderio que o carro promete oferecer na próxima temporada. Este último quesito tem como base o campeonato anterior, já que os conjuntos serão os mesmos, e influenciaram diretamente na colocação de alguns nomes pesados. Não perca!
FAVORITO
Oliver Rowland
Atual campeão, Rowland fez uma primeira metade de campeonato demolidora e caiu de rendimento no fim. O declínio, porém, teve muito mais a ver com problemas da própria Nissan do que com o britânico, que não tem medo de se indispor com a concorrência e comprovou ser absolutamente veloz. Se tiver carro para mais uma disputa, Oliver estará lá.
Pascal Wehrlein
Wehrlein não fez uma temporada brilhante, longe disso, e não conseguiu aproveitar de verdade as — poucas — brechas de Rowland para buscar o título. Isso não apaga, porém, que o alemão foi o principal concorrente do inglês ao título e novamente mostrou grande nível nas classificações. Pascal também precisa de uma evolução da Porsche em termos de estratégia, já que foi colocado em situações bem complicadas ao longo do ano — e Berlim é um exemplo.

Mitch Evans
Como dizer que o 13º colocado do último campeonato é um dos favoritos ao título? A questão é que Evans chafurdou na lama com um carro terrível nas primeiras corridas, em uma queda absolutamente surpreendente da Jaguar. O time, porém, foi se encontrando no fim do ano e mostrou novamente estar na primeira prateleira do grid, o que permite ao neozelandês sonhar, sim, com o título. Foi o melhor do time na temporada? Não, mas não se pode duvidar jamais do maior vencedor de corridas da Fórmula E (empatado com Lucas Di Grassi).
EM ALTA
Nyck de Vries
Fundamental para o renascimento da Mahindra, De Vries levou algum tempo para se encontrar no retorno à Fórmula E. Mas esse tempo ficou para trás e, após uma temporada bastante confiável, o crescimento do time indiano dá sinais de que Nyck voltará ao pódio em breve. O ponto negativo segue sendo o desespero na hora de se defender e ultrapassar, algo que inclusive custou um top-3 em Jacarta.
Dan Ticktum
O drama de De Vries na Indonésia, porém, foi o lucro de Ticktum. Enfim com um carro competitivo nas mãos, o inglês botou em prática o talento que sempre disse ter e enfim chegou à primeira vitória na categoria. Claramente mais leve após os bons resultados, o inglês parece cada vez mais confiante e chegou a despertar interesse da Porsche. Com mais um campeonato neste nível e alguns resultados de destaque, pode começar a sonhar com voos mais altos.
Nick Cassidy
Se ainda estivesse na Jaguar, Cassidy seria colocado entre os favoritos dessa lista. Afinal, com todos os problemas dos felinos na temporada passada, Nick foi superior a Evans, fechou a temporada simplesmente com três vitórias seguidas e partiu para a Citroën com a promessa de um futuro melhor. A questão é que a competitividade do carro não deve permitir o sonho do título, ainda que o piloto seja — na opinião deste que vos escreve — o melhor do grid no momento.

Edoardo Mortara
Aqui, a história é muito parecida à do companheiro De Vries. Após um período de baixa, principalmente na apagadíssima passagem pela Maserati, Mortara se reencontrou no projeto da Mahindra e voltou a demonstrar a consistência que o fez batalhar pelo título mundial na Venturi. É parte fundamental do crescimento da equipe indiana e pode estar entrando em seu último ano na categoria.
Taylor Barnard
Maior surpresa da Fórmula E nos últimos anos, Barnard é outro que só não entra como favorito por ter escolhido uma DS Penske que não tem possibilitado brigar por títulos. Mesmo assim, mostrou encaixe imediato com a categoria nem parecia um novato na primeira temporada como titular. A primeira vitória bateu na trave algumas vezes, é verdade, mas tem tudo para ser uma estrela absoluta no futuro.
Lucas Di Grassi
Outro que vive a potencial última temporada da carreira na Fórmula E, Di Grassi vem de um ano bastante acima das expectativas. O conjunto novato da Lola-Yamaha não permitia sonhar alto, mas o brasileiro somou mais pontos que o esperado e ainda conquistou um espetacular pódio em Miami. Não aconteceu por puro ritmo, mas por aproveitar as circunstâncias da corrida — exatamente o que se precisa fazer em um projeto iniciante. Chega com a missão de repetir o feito.
NEUTRO
Jake Dennis
Mais um ano difícil da Andretti, mais um ano em que Dennis precisou tirar leite de pedra. Individualmente falando, o britânico não fez uma temporada ruim, mas acabou limitado por um time que não tem vivido dias fáceis. Foram apenas dois pódios em 16 corridas e um fim de temporada muito ruim, com quatro provas seguidas fora dos pontos. É daqueles que só precisa de um equipamento para brigar, mas não tem tido motivos para sonhar alto.

Maximilian Günther
Dono das duas únicas vitórias da temporada na DS Penske, Günther ainda assim ficou atrás do parceiro Vergne na classificação — e por 14 pontos. É um retrato da velha inconsistência do alemão, que é adepto de um estilo ‘altos e baixos’. Em seus melhores dias, é capaz de vencer provas mais estratégicas, como Jedá e também as caóticas, como Xangai. Nos piores, geralmente termina no muro (ou em outro carro).
Pepe Martí
O único piloto do grid sem uma corrida sequer na Fórmula E entra como neutro simplesmente por ser uma incógnita. Martí foi contratado pouco tempo antes da pré-temporada e, diferentemente de outros novatos, sem um teste sequer em um carro da categoria. O primeiro contato real foi nos testes coletivos, e o novato demonstrou velocidade; resta saber como será a competição com um grid tão experiente.
António Félix da Costa
Da Costa viveu dias complicados na Porsche ao longo da última temporada, em um ambiente que não o favorecia e tornava o convívio difícil. Não é segredo que a relação com Wehrlein foi para o vinagre desde a primeira corrida do ano, mas a vida nova na Jaguar será ao lado do amigo Mitch Evans. De volta também ao WEC, agora na Alpine, o português tem tudo para ser feliz a partir de 2026. A velocidade, comprovadamente, segue lá.
Sébastien Buemi
Enfim, Buemi voltou a vencer na Fórmula E. E em Mônaco, aproveitando corrida sob chuva e afetada pelo caos do Pit Boost. Mesmo assim, sofreu novamente com a Envision, que não consegue acertar praticamente nada desde que venceu o Mundial de Equipes, em 2022/23. Até surpreendeu com a sequência para esta temporada e terminou o ano em alta, com pódio em Londres. Por outro lado, é um dos nomes mais pesados da história e nunca pode ser subestimado.
Jean-Éric Vergne
Outro dos pesos-pesados da Fórmula E, Vergne anda longe do brilho que o rendeu o único bicampeonato da história até hoje. Só que continua sendo absolutamente consistente, o que o rendeu um sexto lugar no campeonato — à frente de cinco pilotos que venceram: Günther, Ticktum, Buemi, Evans e Vandoorne. O primeiro lugar não veio, mas o francês apostou tudo no projeto da Citroën (inclusive para a Gen4) e garantiu foco na categoria. Se tiver carro para tal, estará na briga pelo título.
Felipe Drugovich
O único balizador real do rendimento de Drugovich na Fórmula E é o eP de Berlim da última temporada, pela Mahindra. E as notícias foram positivas: o brasileiro demonstrou boa adaptação com o carro e evoluiu muito de sábado para domingo, inclusive com pontos na corrida 2. A velocidade de Felipe é inquestionável, e o entendimento sobre os sistemas particulares da categoria será fundamental. Além disso, precisa que a Andretti dê um empurrãozinho após temporadas difíceis.

EM BAIXA
Joel Eriksson
Mesmo com os resultados apagados de Robin Frijns nas últimas temporadas, a escolha de Eriksson como parceiro de Buemi não deixou de ser uma surpresa. Com dez corridas na categoria, o sueco chega para o primeiro ano completo na Fórmula E. Mas os resultados da pré-temporada não foram animadores, com dificuldades no ritmo e bastante inconsistência no geral. Pelo lado positivo, conseguiu pontuar na última corrida que fez, o eP de Berlim 2 de 2024.
Zane Maloney
Maloney passou perto em muitas oportunidades na temporada passada, mas terminou como o único piloto que não conseguiu um ponto sequer — mesmo considerando os substitutos. Ainda assim, recebeu a confiança da Lola Yamaha e parte para um ano que promete ser definitivo. A repetição dos resultados de 2024/25 não devem render uma continuidade para a Gen4.
Norman Nato
Longe do companheiro Rowland, Nato teve muitas dificuldades para demonstrar rendimento fora dos treinos livres. Em sessões competitivas, sofria muito para extrair do carro, principalmente em classificações. E ainda levou azar, já que a única corrida que venceria, em Miami, terminou com vários pilotos punidos por não utilizarem o Modo Ataque até o final — inclusive o francês. Enquanto Oliver foi campeão, com 184 pontos, Nato foi 20º, com 21. A Nissan decidiu ignorar tudo isso e deu um voto de confiança, mas também entra em um ano de vai ou racha.
Nico Müller
Müller foi colocado pela Porsche na Andretti para assumir justamente o lugar de Da Costa esse ano. O português foi para a Jaguar e deixou o plano pronto para ser concretizado, mas a montadora alemã não contava com o péssimo campeonato do suíço. Deixou uma pulga atrás da orelha e tanto, algo admitido por ele mesmo, mas foi promovido mesmo assim. Chega com foco em dar suporte a Wehrlein e ajudar nos Mundiais de Equipes e Construtores.

GUIA DA FÓRMULA E 2025/26
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