Mitch Evans venceu — de novo — em Roma pela Fórmula E neste domingo (10), conquistando seu segundo triunfo em apenas um fim de semana na categoria. O neozelandês teve uma jornada iluminada em território italiano nos dois dias de disputa, e com uma Jaguar que não era cotada entre as favoritas, ignorou as adversidades — até mesmo um nono lugar na largada de sábado — e não deu chances aos concorrentes.
A pista de Roma está longe de ser uma novidade para Evans. Antes de chegar à Itália para este final de semana, o piloto havia vencido duas vezes na Fórmula E — uma delas justamente no circuito que passa pelas ruas de Roma. Em um traçado que havia visto quatro vencedores diferentes nas quatro primeiras corridas, são agora seis disputas e três vitórias de Mitch — ou seja, metade.
LEIA MAIS
— Evans sai de 9º para bater Frijns e vencer eP de Roma 2022 na Fórmula E
— Evans vence segunda em Roma e completa rodada dupla perfeita na Fórmula E

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
Sem dúvidas, a vitória de sábado — e da maneira como foi — deu confiança ao piloto para a corrida 2, disputada neste domingo. Na primeira prova do final de semana, o neozelandês escalou o pelotão após sair em nono, evitando toques desnecessários e demais incidentes, para tomar a liderança nos dez minutos finais. A partir do momento em que assumiu o primeiro lugar, Mitch apenas disparou para abrir cada vez mais vantagem em relação ao segundo colocado, Frijns.
Neste domingo, a certeza de que o circuito era propício à pilotagem do #9 e a mudança na regra do modo de ataque — que passou a ter apenas uma ativação disponível aos pilotos, mas com direito a oito minutos de potência extra — fizeram a estratégia da Jaguar entrar em cena.
A equipe orientou o piloto a guardar a ativação do modo de ataque para os últimos momentos da corrida, confiante de que Evans poderia imprimir um ritmo forte ao largar na quarta posição — afinal, se Mitch conseguiu subir de nono para primeiro no sábado, o quarto lugar parecia ótimo no domingo, certo?
Dito e feito. Evans novamente manteve um ritmo regular ao longo de toda a disputa e se colocou no bolo no momento decisivo da corrida. Enquanto os competidores ao redor faziam uso da potência extra para galgar posições, o neozelandês se manteve fiel à estratégia e deixou a ativação para os últimos instantes.
Aqui, vale um parêntese. A ativação do segundo safety-car da corrida — causado pelo abandono de Alexander Sims — poderia ter posto tudo a perder para Evans. Isso porque o piloto ocupava a terceira colocação e a presença do carro de segurança impediria que Mitch utilizasse todos os oito minutos de potência extra. Caso a bandeira amarela se prolongasse por mais tempo, o #9 precisaria depender dos acréscimos — decididos pela direção de prova — para tentar a vitória.
No entanto, não foi necessário: logo na relargada, Evans ativou o modo de ataque e perdeu somente uma posição, para Vergne. As voltas seguintes representaram uma verdadeira caça empreendida pelo neozelandês, que empilhou ultrapassagens sobre o francês, Robin Frijns e o então líder André Lotterer para assegurar a vitória.
Dos quatro triunfos conquistados por Evans na Fórmula E, três deles foram no circuito italiano. Depois de ganhar oito posições em relação à largada de sábado e mais três no domingo, o recado aos concorrentes foi claro: há um novo Imperador em Roma.