A Fórmula E realizou sua primeira corrida no Brasil neste sábado (25), com o eP de São Paulo, vencido por Mitch Evans, da Jaguar. O neozelandês foi seguido pelo compatriota Nick Cassidy, piloto da Envision, e pelo companheiro de equipe, Sam Bird. Atuando em casa, Sérgio Sette Câmara não teve o debute dos sonhos diante da torcida local.
O mineiro da NIO teve um dia complicado. Apesar de bom ritmo na classificação, Sérgio acabou punido por causar uma bandeira vermelha por pane no carro e, assim, perdeu a volta mais rápida. O que poderia ser uma ida ao mata-mata pela pole virou uma largada do fim do pelotão. E fez a diferença na corrida.

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“Ao invés de largar em sétimo, tive de sair de 16º”, explicou, em entrevista ao GRANDE PRÊMIO. Fiquei naquela ‘pancadaria’, o carro ficou empenado, com o bico todo torto, e isso com certeza não ajudou”, seguiu. “E também usei a energia nos momentos errados. No início da prova tinha um efeito sanfona muito grande, que ninguém queria liderar a prova, como se os líderes não andassem rápido. Ninguém queria ter de quebrar o ar porque é pior, perde muita eficiência”.
“Então assim, um freia, o outro freia, e até chegar lá no 15º você freia muito antes, chega na curva tem engarrafamento, bate um no outro, quando tenta ultrapassar é uma confusão e eu não soube administrar isso bem”, concluiu.
Sette Câmara está atualmente na 15ª colocação do Mundial de Pilotos com 10 pontos conquistados, 8 atrás do compatriota Lucas Di Grassi, o 12°, e com 78 a menos que o líder da classificação, Pascal Wehrlein. Com 19 tentos somados, a NIO é a oitava entre os Construtores.
A Fórmula E retorna em abril com a rodada dupla em Berlin, na Alemanha, em circuito montado no Aeroporto de Tempelhof, nos dias 22 e 23 de abril.