O GRANDE PRÊMIO participou da edição 2025 do Rio Innovation Week, maior conferência global de tecnologia e inovação, na última quarta-feira (13), no Píer Mauá, Rio de Janeiro. Representado pelos jornalistas Pedro Henrique Marum e Luana Marino, contou no painel do Arena Hub a trajetória de comunicação no esporte a motor desde a criação da agência Warm Up até a mais recente empreitada, a GPTV, e como sempre enxergou as inúmeras possibilidades de criação de conteúdo com o avanço tecnológico.
Sob o tema “Inovação na comunicação sobre o automobilismo”, Pedro e Luana explicaram como o GP sempre viu além das possibilidades, sobretudo com a chegada da internet e a revolução causada pelo iG, ao oferecer provedor gratuito na virada de 1999 para os anos 2000. Criada pelo jornalista Flavio Gomes, a então agência de notícias Warm Up passou a ser um braço do portal de notícias e mudou o nome para GRANDE PRÊMIO, como é conhecido até hoje.
Já naquela época, a internet abriu a chance de integrar em um só lugar diferentes mídias. Além do texto, o GP também criou um programa em áudio antes mesmo de o termo podcast ser criado — a Rádio GP. O site também inovou ao dar vida à primeira mesa redonda sobre automobilismo, o Paddock GP, antes em estúdio, depois em espaço virtual por conta da pandemia da covid-19. Mas a crise fez o GP se multiplicar e dar vida a outros programas — entre eles, o WGP, único 100% feminino, incluindo a produção.
“O jornalismo é dinâmico, essa é uma frase clássica do diretor-executivo do Grande Prêmio, Victor Martins. Por que me prender a uma única forma dentro de um meio que me permite várias? Cada formato também oferece a expansão daquela notícia, então algo que não funciona tão bem na escrita pode ter uma performance melhor em áudio (hoje, o podcast), e o mesmo com o vídeo, onde a imagem fala mais do que tudo. O Grande Prêmio sempre entendeu essa dinamicidade”, explicou Luana.

Pedro destacou ainda o fato de “a tecnologia ter acompanhado o GP”, e não o contrário, já que as ideias surgiam e eram postas em prática independentemente do recurso fornecido na ocasião. A GPTV, inclusive, foi o passo seguinte natural ao perceber que havia uma lacuna a ser preenchida e que tanto TV aberta quanto fechada não alcançavam.
Hoje, o GP oferece através dos canais fast programação 24 horas e transmissão ao vivo de alguns dos principais campeonatos de esporte a motor, como o IMSA SportsCar, a Fórmula E e o WEC. Mas embora não tenha os direitos de exibição da Fórmula 1, também enxergou o caminho com a segunda tela, oferendo ao espectador a oportunidade de fazer parte da transmissão.
“A interação na segunda tela não acontece somente entre o espectador e o narrador ou comentarista. Um pergunta no chat, e outra pessoa já responde, então é um universo em que eles conversam entre si, é como se eu fosse assistir à corrida com um grupo de amigos em um bar. E ninguém consegue oferecer isso na mídia convencional”, enfatiza Marum.
Ao final da palestra, o GP foi convidado a conhecer o projeto da equipe Faraday E-Racing, formada por um grupo de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Todo ano, o time é desafiado a construir um carro elétrico de fórmula para competir na Fórmula SAE Brasil, torneio estudantil voltado para estudantes de engenharia automotiva.
“Nem todo ano construímos o carro do zero, mas por conta do regulamento da competição, nós temos de mudar muitas coisas”, explicou Maria Luiza Berbet, capitã estratégica da Faraday. Ao todo, são mais de 50 alunos de diferentes cursos da universidade comprometidos no trabalho.
O projeto envolve não apenas o desenvolvimento da tecnologia das baterias em si, mas são postos à prova no torneio o design e os custos. Quem também prestigiou o trabalho dos estudantes da UFF foi o piloto da Fórmula E Maximilian Günther, que ainda autografou o capacete do time exposto no estande.
Sebastian Vettel foi outro grande nome da edição 2025 do RIW. No dia 12, abertura do evento, ele palestrou sobre a trajetória no automobilismo e o atual projeto, o V5 Projects, iniciativa que une corrida, sustentabilidade e justiça social, com a missão de mostrar que a verdadeira vitória é aquela que também beneficia o planeta e as pessoas. O Rio Innovation Week termina nesta sexta-feira (15).
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