Max Verstappen evidentemente queria a pole-position para o GP de Mônaco de Fórmula 1. Em um primeiro momento, é até compreensível que o piloto da Red Bull tenha ficado chateado com a batida de Charles Leclerc, da Ferrari, que encerrou o classificatório deste sábado (22) mais cedo. Uma rápida olhada para o grid, no entanto, pode deixar o holandês mais animado apesar do monegasco ainda ser o primeiro. Rival na luta pelo título, Lewis Hamilton, de Mercedes, é apenas o sétimo colocado.
A largada para a quinta etapa do Mundial acontece neste domingo, a partir das 10 horas (de Brasília), com ao vivo e tempo real do GRANDE PRÊMIO.
Como qualquer pontinho vale na conta final de um campeonato que promete ser equilibrado até a corrida derradeira, Verstappen pode olhar com maior carinho para a grelha de classificação. Em uma pista de rua, apertada que só como em Monte Carlo, não é difícil de imaginar que as posições finais da corrida fiquem por aí. Tampouco pode se duvidar de Hamilton, é verdade, mas, neste momento, a vantagem de 14 pontos na liderança cairia apenas para dois.
Tanto Verstappen, quanto o próprio Hamilton, estavam em voltas voadoras no minuto final do Q3 e tinham enormes chances de melhorar suas classificações. O dono da casa, como se não conhecesse o traçado, bateu no segundo S da Piscina e provocou a bandeira vermelha, encerrando o treino mais cedo para todo o mundo. Além disso, ele já deu trabalho para os mecânicos que vão precisar consertar o carro e, quem sabe até, não precisem mudar peças que faça o piloto perder a pole.
“Estava tudo indo muito bem. A bandeira vermelha arruinou a nossa chance de pole. Mesmo assim, acho que está sendo um bom fim de semana”, disse Verstappen, começando a tomar conhecimento de que a situação talvez não fosse de tudo ruim realmente.

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Ainda no carro, logo quando foi informado da bandeira vermelha e teve de abortar a volta, o #33 soltou os piores palavrões e se disse irritado com a situação. Natural para um competidor de alto nível. Nem quando o engenheiro comunicou a posição do rival Hamilton, ele conseguiu sossegar.
Do outro lado, um pole envergonhado, Leclerc disse que não queria terminar a classificação no muro. De qualquer forma, merece celebrar a primeira pole da Ferrari em 25 corridas, já que não estava nessa posição desde o GP do México 2019.
“Não é a mesma sensação [terminar no muro e ver a bandeirada]. Ao mesmo tempo, estou incrivelmente feliz com a minha volta anterior. Apenas preocupado com a caixa de câmbio”, revelou Leclerc.
Se a Ferrari pode comemorar a pole com Leclerc, precisa mesmo lamentar a quarta posição de Carlos Sainz Jr. Evidentemente que é uma ótima colocação de grid, mas o espanhol já havia demonstrado nos treinos livres que poderia render mais. Ele ficou com o segundo melhor tempo nas três atividades antes do classificatório, à frente até de Leclerc.