Álex Palou é oficialmente tetracampeão da Indy. O piloto espanhol faturou o título de forma antecipada, com duas corridas de antecedência, no GP de Portland, disputado na tarde deste domingo (10). Com o problema mecânico sofrido por Pato O’Ward, da McLaren, ainda na volta 23, o catalão da Ganassi não pode mais ser alcançado matematicamente. Ele recebeu a bandeira quadriculada em terceiro.
A vitória acabou nas mãos do australiano Will Power, da Penske. O bicampeão largou na segunda colocação, fez a melhor estratégia e ainda sobreviveu a um final eletrizante, quando tinha pneus mais gastos que Christian Lundgaard e Palou, mas se defendeu bem e entregou bom ritmo para acabar com o jejum de vitórias da equipe, que ainda não tinha vencido em 2025. O dinamarquês da McLaren foi segundo.
Com estratégia diferenciada de quatro pit-stops, o americano Graham Rahal levou a RLL a um impressionante quarto lugar depois de largar da 22ª posição. Já Alexander Rossi levou a Carpenter ao top-5.
Também em plano alternativo, Callum Ilott fechou a corrida em Portland na sexta posição com a Prema, à frente do neozelandês Scott McLaughlin, da Penske, seguido pelo compatriota Marcus Armstrong, da Meyer Shank.

Depois de largar da primeira fila, o sueco Felix Rosenqvist foi o nono com a Meyer Shank, enquanto Colton Herta, de Andretti, fechou o top-10 no Oregon.
Apesar da falha mecânica, Pato O’Ward ainda recebeu a bandeira quadriculada. O mexicano da McLaren foi o 25º colocado, 9 voltas atrás do vencedor Power.
A Indy retorna em duas semanas com a etapa de Milwaukee, marcada para acontecer no dia 24 de agosto no oval localizado em West Allis, no Wisconsin. Será a penúltima etapa da temporada e terá cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Órgão dos EUA ignora pedido e volta a divulgar prisão para imigrantes com carros da Indy
Saiba como foi o GP de Portland da Indy:
A bandeira verde para as 110 voltas de corrida em Portland veio às 16h37. O’Ward conseguiu manter a primeira colocação. Palou passou Malukas e assumiu o quarto lugar. Diferente da tradição, os pilotos passaram pela curva 1 sem maiores problemas. Na terceira volta, veio a primeira bandeira amarela do dia. Santino Ferrucci, que andava nas últimas posições, rodou sozinho na entrada da reta principal e esmagou a traseira da Foyt no muro.
A relargada aconteceu na volta 8, mas a amarela voltou a surgir, agora por conta de rodadas de Rinus VeeKay e Louis Foster, que deixaram pedaços na pista. Antes disso, Christian Lundgaard teve uma bela ultrapassagem sobre Alexander Rossi, enquanto Scott McLaughlin assumiu o oitavo lugar.
A bandeira verde foi até rápida, na volta 11. O’Ward segurou a liderança, Lundgaard tirou Malukas da frente e pulou para quinto. Rasmussen e Daly se acharam na pista e acabaram passando na parte de fora, levantando fumaça no circuito. Apenas um giro depois, Conor foi tocado pelo dinamarquês na curva 11, batendo com força na barreira de pneus.
Parte dos pilotos, como O’Ward, Rosenqvist, Lundgaard e Malukas optaram por ir aos boxes durante a bandeira amarela, deixando Will Power na liderança, seguido por Palou, McLaughlin e Newgarden. Na volta 21, a corrida voltou. Will seguiu firme na ponta, enquanto Scott iniciou a pressão, com pneus macios, em cima do líder do campeonato Palou.
Pato O’Ward começou a ter problemas e ficou lento na pista. O mexicano recolheu aos boxes, com falha no sistema híbrido, consagrando Álex Palou como campeão da Indy já na volta 23 da prova. O piloto da McLaren retornou para a pista 8 voltas atrás do líder.
McLaughlin foi aos boxes na volta 35, enquanto Power e Palou pararam no giro seguinte. Newgarden tomou o caminho uma volta depois, deixando Rahal, que parou ainda no início da corrida, com a liderança. Depois que o piloto da RLL foi aos boxes, Will Power retomou a liderança, seguido por Lundgaard, Rosenqvist, Rossi, Dixon. Palou era apenas 11º, mas foi ganhando lugares conforme outros paravam.
No segundo lugar, Christian Lundgaard surpreendeu a todos ao parar na volta 49. Kirkwood e Armstrong tomaram a mesma posição. Quando a corrida chegou na metade, Power era líder, com Palou em segundo e Newgarden em terceiro. Este top-3 ainda não tinha feito o segundo pit-stop.
A parada de Will veio na volta 61. McLaughlin veio na 64, Palou na 65. Rahal retomou a ponta, mas logo realizou o terceiro pit-stop da corrida.
Will reassumiu a liderança, mas agora seguido por Lundgaard. Palou era o terceiro colocado, com Rahal em quarto. Rossi era quinto, seguido por Dixon, Newgarden, McLaughlin, Ilott e Armstrong.
Na volta 80, Lundgaard veio para o último pit-stop da corrida. Power veio no giro seguinte, mas teve uma parada lenta e retornou para a pista utilizando pneus usados. Palou veio na 83. Desta vez, o australiano seguiu à frente, com o dinamarquês vindo forte e se aproximando, assim como o espanhol.
Na saída dos boxes, Newgarden foi tocado por Scott Dixon e acabou rodando. O piloto americano, depois de muito esforço, conseguiu recuperar o carro, mas perdeu qualquer chance de um bom resultado. O neozelandês recebeu um drive-through por conta do choque.
Com 15 voltas para o fim, apenas 1s4 separava Power de Palou, com Lundgaard entre os dois pilotos. O campeão tentou um belo movimento sobre o dinamarquês, mas acabou levando o ‘X’. Alguns giros depois, Will tomou o risco de dar uma volta em Marcus Ericsson, com os pilotos quase se tocando. Os rivais viram a porta aberta para seguir o piloto da Penske.
Power também tirou Kyffin Simpson da frente. O caimanês tratou de sair do caminho de Lundgaard e Palou. Com 4 voltas para o fim, Will estava mais tranquilo, enquanto Álex tentou uma nova ultrapassagem em Christian, que acabou dando errado e o espanhol se contentou com o terceiro posto.
INDY 2025, GP DE PORTLAND, CORRIDA:
| 1 | Will POWER | Penske Chevrolet | 110 voltas | |
| 2 | Christian LUNDGAARD | McLaren Chevrolet | +1.538 | |
| 3 | Álex PALOU | Ganassi Honda | +2.448 | |
| 4 | Graham RAHAL | RLL Honda | +10.579 | |
| 5 | Alexander ROSSI | Carpenter Chevrolet | +16.175 | |
| 6 | Callum ILOTT | Prema Chevrolet | +17.749 | |
| 7 | Scott McLAUGHLIN | Penske Chevrolet | +26.935 | |
| 8 | Marcus ARMSTRONG | Meyer Shank Honda | +28.173 | |
| 9 | Felix ROSENQVIST | Meyer Shank Honda | +30.101 | |
| 10 | Colton HERTA | Andretti Honda | +37.609 | |
| 11 | Scott DIXON | Ganassi Honda | +38.402 | |
| 12 | Christian RASMUSSEN | Carpenter Chevrolet | +39.543 | |
| 13 | Louis FOSTER | RLL Honda | +52.077 | |
| 14 | Sting RAY ROBB | Juncos Chevrolet | +53.036 | |
| 15 | Robert SHWARTZMAN | Prema Chevrolet | +54.509 | |
| 16 | Nolan SIEGEL | McLaren Chevrolet | +57.112 | |
| 17 | Rinus VEEKAY | Dale Coyne Honda | +58.327 | |
| 18 | Devlin DEFRANCESCO | RLL Honda | +1:00.162 | |
| 19 | David MALUKAS | Foyt Chevrolet | +1 volta | |
| 20 | Kyle KIRKWOOD | Andretti Honda | +1 volta | |
| 21 | Kyffin SIMPSON | Ganassi Honda | +1 volta | |
| 22 | Marcus ERICSSON | Andretti Honda | +1 volta | |
| 23 | Jacob ABEL | Dale Coyne Honda | +1 volta | |
| 24 | Josef NEWGARDEN | Penske Chevrolet | +1 volta | |
| 25 | Pato O’Ward | McLaren Chevrolet | +9 voltas | |
| 26 | Conor DALY | Juncos Chevrolet | +96 voltas | NC |
| 27 | Santino FERRUCCI | Foyt Chevrolet | +108 voltas | NC |