Álex Palou não deu margem para os rivais e venceu o GP de Portland, 13ª etapa da temporada 2026 da Indy. Depois de largar na segunda colocação e acompanhar Felix Rosenqvist no primeiro stint, o espanhol esperou o sueco fazer a primeira parada para realizar uma volta a mais e retornar à frente do pole-position. Após isso, o tetracampeão controlou as ações para vencer pela sexta vez no ano e deu mais um grande passo rumo a mais um título da categoria.

A segunda colocação foi o que restou para Rosenqvist, da Meyer Shank, que chegou a ter uma lampejo de esperança pela vitória no primeiro e no terceiro stint, quando tinha pneus macios e diminuiu a diferença de Palou, mas nada que rendesse uma ameaça ao tetracampeão. No fim da prova, ainda viu Will Power se aproximar e ameaçar o segundo posto, mas o sueco conseguiu impedir o avanço do piloto da Andretti.

Rinus VeeKay conquistou o melhor resultado da Juncos Hollinger na temporada na quarta colocação, com uma corrida muito sólida, sempre andando entre os primeiros colocados. No entanto, não esteve na briga pelo pódio, concluindo a corrida mais de 8s de desvantagem para Power. Por outro lado, não teve o posto ameaçado por Kyle Kirkwood, que fechou na quinta posição, cerca de 4s atrás.

Marcus Ericsson foi mais um piloto da Andretti nas primeiras colocações. Depois de superar Palou na largada e ameaçar a liderança de Rosenqvist, o vencedor da Indy 500 de 2022 passou a perder rendimento e terminou em sexto, à frente de Scott McLaughlin, a primeira Penske da prova.

Josef Newgarden fez uma interessante corrida após optar por parar na única bandeira amarela do dia, causada por Graham Rahal no começo da prova, quando escapou na última curva do circuito. O norte-americano, que largou em 14º, caiu para o fundo do grid, mas imprimiu um ritmo que o permitiu liderar a prova durante as janelas de paradas. No fim, terminou seis posições à frente de onde partiu.

Josef Newgarden (Foto: IndyCar)

Outro destaque foi Christian Lundgaard, que largou em 25º e último para fechar a prova em nono pela McLaren. O dinamarquês teve um início impressionante, ocupando o 15º posto ainda na quarta das 110 voltas. No fim, relegou Kyffin Simpson ao décimo posto.

Caio Collet teve uma corrida com pouco destaque em Portland com o 20º lugar, mesmo tendo saído em 24º. O brasileiro não conseguiu avançar enquanto esteve junto do pelotão e voltou a sofrer diante de alguns pit-stops mais conturbados da Foyt. Como destaque fica a ultrapassagem sobre o companheiro de equipe, Santino Ferrucci, e ter acompanhado o ritmo de Palou no stint final.

A Indy retorna no próximo fim de semana, entre os dias 14 e 16 de agosto, para a primeira edição do GP de Markham, única prova da categoria disputada fora dos Estados Unidos, no Canadá.

Como foi o GP de Portland da Indy

A bandeira verde foi dada às 17h26 (de Brasília, GMT -3), com Felix Rosenqvist mantendo a liderança no início, enquanto Marcus Ericsson superou Will Power para assumir o terceiro lugar e pressionar Álex Palou nas primeiras curvas. Rinus VeeKay chegou a emparelhar com o australiano, mas acabou tendo de se defender de Kyle Kirkwood, com um ligeiro toque entre ambos.

Caio Collet chegou a superar Sting Ray Robb na largada, mas perdeu a posição na sequência. Entretanto, na volta 2, superou novamente o norte-americano, além de Mick Schumacher e Nolan Siegel, para assumir o 11º lugar.

Sting Ray Robb (Foto: IndyCar)

Na volta 4, Ericsson mergulhou para cima de Palou na curva 1 e, aproveitando-se dos pneus macios, assumiu a segunda colocação. Entretanto, o destaque da corrida era Christian Lundgaard, que largou em 25º e último e já ocupava o 15º lugar naquele instante.

A primeira bandeira amarela do GP de Portland foi agitada na volta 7, após Graham Rahal perder o controle do carro na última curva do circuito e ficar parado na área de escape. Com a entrada do safety-car, Josef Newgarden, Santino Ferrucci, Marcus Armstrong, Nolan Siegel, Rahal e Sting Ray Robb optaram por realizar as primeiras paradas nos boxes.

Com isso, Rosenqvist, Ericsson, Palou, Power, VeeKay, Kirkwood, Kyffin Simpson, Scott Dixon, Louis Foster e Scott McLaughlin completavam os dez primeiros no momento da relargada, na volta 10, com Collet em 18º.

Após a bandeira verde, McLaughlin conseguiu subir para nono, enquanto Lundgaard deixou Alexander Rossi e Dennis Hauger para trás e assumiu o 13º posto. Collet superou Malukas, que teve de ceder duas posições após bloquear o piloto da Carpenter, e subiu para 17º, acompanhando o ritmo de Pato O’Ward, que vinha logo à frente.

Caio Collet (Foto: IndyCar)

Malukas recuperou o 17º lugar no início da volta 12, em um momento não muito favorável para Collet, que também foi superado por Newgarden, equipado com pneus macios recém-colocados.

Rosenqvist mantinha a liderança, mas Ericsson seguia o compatriota de perto, sem permitir que o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis ampliasse a vantagem para mais de 1s. Quem também não estava longe, mas não conseguia chegar à disputa na volta 19, era Palou, que vinha praticamente 2s atrás do líder. Power estava 2s atrás do espanhol, mas tinha certa folga para VeeKay, que completava os cinco primeiros. Kirkwood, Simpson, Dixon, McLaughlin e Grosjean fechavam o top-10.

Romain Grosjean (Foto: IndyCar)

Na 20ª volta, Foster entrou nos boxes para deixar os pneus macios, realizando a primeira parada em regime de bandeira verde. No giro seguinte, O’Ward fez o pit-stop, mas o mexicano utilizava os compostos mais duros. Rasmussen e Siegel fizeram suas paradas na volta 22.

Entre os que ainda não haviam parado, os pneus duros começaram a render mais, e Rosenqvist conseguiu abrir 1s5 para Ericsson, que via Palou se aproximar. Com isso, na abertura da volta 25, a Andretti chamou o sueco para a parada — Kirkwood, Dixon e Grosjean também seguiram para os boxes. Em meio à janela de pits, Rosenqvist, Palou, Power, VeeKay, Simpson, McLaughlin, Lundgaard, Hauger, Rossi e Malukas completavam o top-10, com Collet na 12ª colocação.

A classificação mudou no início da volta 27, quando McLaughlin foi aos boxes para trocar os pneus macios. Collet entrou no top-10 no giro seguinte, quando Lundgaard fez a parada para deixar os compostos menos resistentes. Hauger fez a troca na volta 29, um pouco antes de VeeKay, Simpson e Collet.

Rahal voltou aos boxes na volta 31, no mesmo instante em que Palou se aproximava com mais perigo de Rosenqvist, enquanto Ericsson errava na primeira chicane. O espanhol assumiu a liderança na volta seguinte, quando o vencedor da Indy 500 2026 realizou a primeira parada — o tetracampeão fez o mesmo no giro subsequente.

Em estratégia diferente, Newgarden e Ferrucci eram os dois primeiros, à frente de Palou, que conseguiu ganhar a posição de Rosenqvist. Power fechava o top-5, com Robb, também na mesma estratégia dos líderes, em sexto, seguido por Kirkwood, VeeKay, Ericsson e McLaughlin. Collet era o 22º, entre Siegel e Schumacher. No mesmo giro 35, Armstrong foi aos boxes com problemas mecânicos. Ferrucci realizou a segunda parada na volta 36, retornando em 23º, duas posições atrás de Collet.

Caio Collet (Foto: IndyCar)

Entre os pilotos que haviam parado durante a bandeira amarela, Newgarden e Robb enfim fizeram uma nova parada. Com isso, Palou assumiu a liderança e já tinha 3s5 de vantagem para Rosenqvist. Power, Kirkwood, VeeKay, Ericsson, McLaughlin, Simpson, Lundgaard e Dixon completavam o top-10, enquanto Collet era o 20º.

Com pista livre, Palou aproveitou para ampliar ainda mais a diferença para a concorrência — o espanhol tinha mais de 5s5 de vantagem para Rosenqvist na volta 43.

Perto do fim da vida útil dos pneus macios, Collet perdeu uma posição para Schumacher, que subiu para 20º com o #47 da RLL.

Uma nova janela de pit-stops foi aberta na volta 49, quando O’Ward fez nova parada. Foster fez o mesmo dois giros depois.

A volta 52 mostrava que a corrida parecia sob controle de Palou, que já tinha 7s5 de vantagem para Rosenqvist. Power, VeeKay e Ericsson completavam o top-5 no instante em que Kirkwood, Rasmussen — que ficou por algumas voltas por lá — e Siegel realizavam as paradas.

Dixon realizou a parada no giro 54, enquanto Lundgaard foi aos boxes no 55, assim como Grosjean. Ambos antecederam Ericsson e McLaughlin — no mesmo instante, Foster aproveitou os pneus mais aquecidos para superar o #9 da Ganassi. Palou — em um trabalho ruim da Ganassi — e Rahal foram aos boxes na volta 57, deixando Rosenqvist na liderança.

Felix Rosenqvist (Foto: IndyCar)

Collet era o 14º quando entrou para fazer uma nova parada, no complemento do giro 57. O brasileiro retornou em 22º, novamente atrás de Siegel, mas mais distante do norte-americano, em um indicativo de que a Foyt não havia feito uma boa parada. VeeKay parou no giro 59, deixando o top-10 da seguinte forma: Rosenqvist, Power, Simpson, Newgarden, Palou, Schumacher, Kirkwood, Ericsson, Ferrucci e McLaughlin.

Rosenqvist parou na volta 60, deixando Power momentaneamente na liderança. O australiano, porém, foi aos boxes no giro seguinte, assim como Simpson. Ferrucci e Schumacher fizeram suas paradas na sequência, fazendo com que apenas Newgarden e Robb ainda não tivessem parado entre os pilotos que haviam feito a troca sob bandeira amarela.

Simpson protagonizou uma linda ultrapassagem sobre Lundgaard na volta 65. O piloto da Ganassi emparelhou com o dinamarquês após a primeira chicane e, depois de um toque entre ambos, chegou com mais velocidade à curva 3 e passou o representante da McLaren.

Palou reassumiu a liderança com a parada de Newgarden na volta 67. Depois do trabalho ruim da Ganassi nos boxes, o espanhol tinha 4s4 de vantagem para Rosenqvist, que vinha diminuindo a diferença com pneus macios. Power, Kirkwood, VeeKay, Ericsson, McLaughlin, Newgarden, Simpson e Lundgaard completavam o top-10.

Kyffin Simpson (Foto: IndyCar)

O destaque era O’Ward, que passou Dixon em plena reta. O neozelandês, porém, perdeu posições para Hauger e Malukas na sequência. Collet era o 21º.

Rosenqvist fez a diferença despencar para 2s3 na volta 72, enquanto abria mais de 5s de vantagem para Power. Kirkwood, VeeKay, Ericsson, McLaughlin, Newgarden, Simpson e Lundgaard completavam o top-10. Collet era o 21º e tentava se aproximar de Ferrucci, que estava 2s à frente do brasileiro.

Kirkwood foi para o possível pit-stop final na volta 79 das 110 de prova, com Foster indo aos boxes no giro seguinte. O’Ward, Grosjean e Rossi fizeram suas paradas na volta 81, quase no mesmo instante em que Palou deu uma volta no #45 praticamente à força. Diante dos retardatários, Rosenqvist foi chamado aos boxes para colocar pneus duros novos — o espanhol fez o mesmo em seguida e voltou à frente do adversário.

Collet parou na volta 85 para o pit-stop derradeiro e colocou pneus macios, retornando em 23º, novamente atrás de Rossi.

Newgarden fez a parada na volta seguinte, enquanto Simpson e Schumacher foram aos boxes na 87. Líder momentâneo da corrida, Power desobedeceu a uma ordem de equipe para entrar nos boxes e perdeu tempo atrás de Robb, que era retardatário. O australiano fez a parada no giro 88, depois de ficar meia volta lado a lado com o norte-americano da Juncos.

Palou era o líder, com quase 3s de vantagem para Rosenqvist, que tinha 4s de frente para Power. VeeKay, Kirkwood, Ericsson, McLaughlin, Newgarden, Simpson e Lundgaard completavam os dez primeiros, enquanto Collet era o 22º, mas registrava suas melhores voltas na corrida, na casa de 1min01s5.

Collet assumiu a 21ª posição após Ferrucci voltar dos boxes. Com pneus mais aquecidos, o brasileiro conseguiu se aproximar do norte-americano e fazer a ultrapassagem. Na sequência, com a parada de Robb, ambos ganharam uma posição.

Com o fim se aproximando, a vitória se encaminhava para Palou, que tinha quase 6s de vantagem para Rosenqvist com 15 voltas para o fim. Ao mesmo tempo, Power se aproximava do sueco, o que deixava a briga pela segunda colocação em aberto — com 13 giros para o fim, a diferença era menor de 1s, sendo que o australiano tinha 56s de push-to-pass contra 26s do vencedor da Indy 500.

Entretanto, com 10 voltas para o final, o indicativo era de que os pneus duros de Rosenqvist passaram a desempenhar melhor do que os macios de Power, ampliando a vantagem para 1s5.

Na reta final de prova, Collet teve um stint andando entre 1min01s2 e 1min01s5 na maioria das voltas, algo próximo do ritmo de Palou. No entanto, como estava muito atrás de qualquer concorrente, não conseguiu avançar do 20º lugar. Com duas voltas para o final, Lundgaard conseguiu dar o troco de Simpson e terminar em nono.

Sem adversário, Palou terminou a prova em primeiro, com 5s de vantagem para Rosenqvist. Power, VeeKay, Kirkwood, Ericsson, McLaughlin, Newgarden, Lundgaard e Simpson no top-10. Collet ficou em 20º.

Indy 2026, resultado do GP de Portland:

1Álex PALOUGanassi Honda1h55min03s423110 voltas
2Felix ROSENQVISTMeyer Shank Honda+4.116
3Will POWERAndretti Honda+8.062
4Rinus VEEKAYJuncos Chevrolet+16.576
5Kyle KIRKWOODAndretti Honda+19.378
6Marcus ERICSSONAndretti Honda+20.032
7Scott MCLAUGHLINPenske Chevrolet+21.424
8Josef NEWGARDENPenske Chevrolet+22.102
9Christian LUNDGAARDMcLaren Chevrolet+25.750
10Kyffin SIMPSONGanassi Honda+29.278
11Pato O’WARDMcLaren Chevrolet+33.090
12David MALUKASPenske Chevrolet+34.023
13Dennis HAUGERDale Coyne Honda+42.549
14Scott DIXONGanassi Honda+43.449
15Louis FOSTERRLL Honda+48.933
16Mick SCHUMACHERRLL Honda+59.007
17Romain GROSJEANDale Coyne Honda+59.104
18Nolan SIEGELMcLaren Chevrolet+59.472
19Alexander ROSSICarpenter Chevrolet+1:00.706
20Caio COLLETFoyt Chevrolet+1 Volta
21Santino FERRUCCIFoyt Chevrolet+1 Volta
22Sting Ray ROBBJuncos Chevrolet+1 Volta
23Graham RAHALRLL Honda+1 Volta
24Christian RASMUSSENCarpenter Chevrolet+4 Voltas
25Marcus ARMSTRONGMeyer Shank Honda+76 VoltasNC