Colton Herta reconheceu que vai sentir falta de não participar das 500 Milhas de Indianápolis em 2026, mas garantiu que não cogitou abrir mão da rodada dupla do Canadá da F2 para competir pela Andretti na principal prova da Indy. O norte-americano ressaltou que o foco está na categoria de base da F1.
Herta era apontado como principal candidato a um quarto carro da Andretti para a disputa das 500 Milhas de Indianápolis neste ano, aproveitando que a F2 não teria corridas no mês de maio. No entanto, a categoria mudou o calendário com o cancelamento das rodadas do Bahrein e da Arábia Saudita, agendadas para este mês, em decorrência da escalada dos conflitos armados no Oriente Médio. Com isso, Miami e Canadá, que será realizado em Montreal, entraram na programação.
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Com a mudança, não somente Herta não estará na Indy 500, como a Andretti desistiu de colocar um quarto carro. O piloto admitiu que está animado por um lado, mas decepcionado por não poder disputar as 500 Milhas de Indianápolis.
“É um pouco de um misto de sentimentos, mas, no geral, estou animado. São duas pistas novas para mim, dois circuitos que eu vi pela TV e que parecem muito divertidos, lugares que parecem ser realmente emocionantes de pilotar. Nesse aspecto, estou empolgado”, disse Herta à revista norte-americana Racer.

“Mas é claro que há uma parte de mim que dói por não poder fazer a Indy 500 agora, mas isso [correr na F2] é o foco neste momento. Nós sabíamos que algo desse tipo poderia acontecer, embora não imaginássemos que viria desse modo. Mas estou animado com as novas etapas e feliz que a F2 e Bruno Michel [CEO da F2] tenham conseguido encontrar algum tipo de substituição para as duas rodadas perdidas”, acrescentou.
Herta explicou que não teve muita dúvida ao escolher participar das etapas da F2 em detrimento das 500 Milhas de Indianápolis em 2026.
“Não me lembro de quando ouvi pela primeira vez os comentários sobre isso [a mudança de datas], mas, de forma concreta, foi nas últimas semanas. E então começamos a tentar fazer planos alternativos: como isso vai ficar? Como podemos nos proteger? E qual é o melhor caminho a seguir?”, falou Herta.
“Para mim, foi bem simples, porque a F2 é o meu foco principal neste ano, e isso merece a maior atenção, mesmo que as 500 Milhas de Indianápolis também sejam algo bastante especial”, completou.

Para Herta, a ocasião pode mostrar à categoria e aos promotores que correr nos Estados Unidos e na América do Norte é algo que deve permanecer no calendário nas próximas temporadas.
“Sou totalmente a favor”, disse Herta sobre a F2 correr na América do Norte. “É algo empolgante, e espero que possamos fazer grandes corridas. Tomara que os promotores nos EUA vejam isso como algo necessário para o futuro e que a F2 passe a correr lá com mais frequência”, continuou.
“É enorme, porque vamos correr nos Estados Unidos. E quase duas vezes — já que também vamos até nossos vizinhos ao norte, no Canadá, que é tão próximo dos EUA. É especial para mim. É algo que não esperava neste ano. Então, por esse aspecto, me sinto muito sortudo”, encerrou Herta.
A Indy retorna neste fim de semana para quinta etapa da temporada, o tradicional GP de Long Beach, nas ruas da cidade da Califórnia, marcado entre os dias 17 e 19 de abril.
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