Power e McLaughlin tocam em Nashville (Vídeo: Indycar)

O GP de Nashville foi um verdadeiro caos, sobretudo, para Marcus Ericsson, que foi do inferno ao céu num espaço de minutos. Depois de múltiplas confusões, com nove bandeiras amarelas e duas vermelhas sendo acionadas ao longo da corrida de domingo passado, o dono do carro #8 chegou a cair para as últimas posições ao arrebentar o carro e decolar depois de ter acertado Sébastien Bourdais. Mas o ex-piloto da Sauber na Fórmula 1 surpreendeu o mundo do esporte para contrariar qualquer prognóstico e sair como vencedor no chamado GP da Cidade da Música. Mas como o triunfo, considerado pelo piloto do carro #8 como o melhor da carreira, aconteceu?

Às vésperas de acelerar novamente, desta vez para a etapa que acontece neste fim de semana no traçado misto do Indianápolis Motor Speedway, Ericsson contou à revista norte-americana Racer como a estratégia da Ganassi o alçou do fim do grid para a ponta da corrida.

“Quando o incidente aconteceu, pensei que tudo tivesse acabado. Quando o carro estava de alguma forma guiável, mesmo com a asa dianteira solta, percebi rapidamente que precisava tentar fazer o carro completar a volta e retornar para os boxes para ver se poderíamos reparar alguma coisa”, recordou.

“Fiz o meu melhor para tentar contornar e, em algum ponto, perto da curva 6 ou 7, a asa dianteira emperrou sob meus pneus dianteiros, não consegui controlar o carro e fui direto para o muro. E fiquei acelerando contra o muro porque não tinha outra direção. Tentei acionar o botão de desligar do carro imaginando que não poderia mais pilotá-lo, então precisava desligá-lo”, relatou.

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram.

Marcus Ericsson alcançou uma das vitórias mais improváveis dos últimos tempos na Indy em Nashville (Foto: IndyCar)

“Quando alcanço o botão, a asa, de alguma forma mágica, volta a funcionar e deixa de ficar debaixo dos meus pneus. E eu volto a pilotar. Foi simplesmente assim”, explicou Ericsson.

Depois da parada nos boxes e não muito longe de onde colidiu com Bourdais, Ericsson passou da desesperança ao oportunismo quando Will Power, da Penske, bateu em seu companheiro de equipe, Simon Pagenaud, na curva 11 e causou a bandeira vermelha por conta dos 11 carros parados na pista.

“Eu fui da 18ª para a 11ª posição quando consegui passar por aquele enorme engavetamento na curva 11. O interessante é que eu bato na traseira de Dalton Kellett naquele engavetamento e meu carro ‘morre’ completamente. Mas, então, consegui dar partida para ter certeza de que conseguia colocá-lo em movimento e não que ficaria preso ali”.

Quais as melhores e as piores duplas da Fórmula 1 em 2021? Este é o tema de debate do Paddockast #116. Ouça

“Coloquei o carro para andar e percebi, durante a bandeira vermelha, que todos os carros à minha frente ainda não tinham feito a primeira parada da corrida. Na minha estratégia, na verdade estava liderando. Obviamente, ainda tínhamos 60 voltas pela frente, então muitas coisas ainda iriam rolar. Mas sabia naquele ponto que tudo poderia acontecer ao nosso favor”, concluiu. E assim aconteceu.

Ericsson viu a vitória ‘cair no colo’ depois que Colton Herta, o grande favorito à vitória, bater no muro durante sua perseguição à liderança da disputa. No fim das contas, o piloto da Ganassi assumiu de vez a ponta da corrida na volta 56, depois que Romain Grosjean parou para fazer seu pit-stop, e conquistou uma das vitórias mais improváveis dos últimos tempos na Indy.

RODA MURCHA! FLAVIO GOMES ELEGE AS DECEPÇÕES DA PRIMEIRA PARTE DA F1 2021 | GP às 10