Felix Rosenqvist pregou foco no término da temporada 2026 da Indy pela Meyer Shank e evitou esmiuçar a mudança para a McLaren na próxima temporada, apesar de admitir certo impacto no desempenho com o anúncio realizado no mês de junho e que a decisão foi uma das mais difíceis da carreira.
Depois de vencer as 500 Milhas de Indianápolis no final de maio, Rosenqvist passou a ser um piloto desejado no paddock da Indy. Com isso, o sueco rejeitou a renovação com a Meyer Shank e acertou o retorno à McLaren em meio a temporada 2026, conforme antecipado pelo GRANDE PRÊMIO. O período das negociações foi um ponto que recebeu uma leve reclamação do piloto, visto que a Indy fica seis meses sem etapas entre um campeonato e outro.
“Não. Na verdade, não [houve mudanças na Meyer Shank após o anúncio]. As coisas voltaram praticamente ao normal. Obviamente, quando se precisa tomar esse tipo de decisão no meio da temporada, que infelizmente é como funciona na Indy, isso acaba acontecendo [uma certa mudança]. Mesmo com a longa intertemporada que temos, parece que a maioria dos acordos é fechada entre maio, junho e julho”, falou Rosenqvist.
“É claro que, quando a decisão é tomada, nunca cai bem. Mas acho que todo mundo fez um ótimo trabalho olhando para o futuro. Ainda temos um terço da temporada pela frente. Todos estão motivados, com vontade de vencer. Comigo é a mesma coisa. Do meu ponto de vista, nada muda para essa reta final. Acho que temos muito do que nos orgulhar e também muito mais para conquistar juntos. Vamos apenas seguir em frente”, acrescentou.
Questionado sobre os motivos que fez escolher a McLaren para 2027, Rosenqvist admitiu que foi uma decisão difícil de se tomar, apesar de tentar se esquivar do assunto.

“Quando entrei na McLaren, em 2021, provavelmente vivi uma das temporadas mais difíceis da minha carreira. Mas, depois disso, tive um bom ano. Terminei em oitavo no campeonato e as coisas começaram a engrenar. Depois houve momentos de altos e baixos, mas também tivemos muito ritmo, conquistamos várias pole-positions e alguns pódios juntos”, disse Rosenqvist.
“Não quero falar muito sobre isso agora, porque ainda estamos no meio da temporada com a Meyer Shank Racing. Acho que a perspectiva para o futuro, com o novo carro e outros fatores, é algo que me faz acreditar que eles estarão em uma boa posição. Foram muitas pequenas coisas que, juntas, acabaram levando a essa decisão”, acrescentou Rosenqvist.
“Foi uma decisão muito difícil. Provavelmente a mais difícil que já precisei tomar. Mas foi onde tudo acabou chegando. Estou animado para me juntar à nova equipe no próximo ano”, encerrou.
Depois do teste do IR-28, a Indy se prepara para uma maratona de 6 corridas em 5 finais de semana para encerrar a temporada 2026. A primeira parada será no circuito de Portland, no Oregon, no próximo dia 9 de agosto.
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