Felix Rosenqvist se tornou um novo homem em 2026 — ao menos, do GP de Long Beach para cá. Pode ser um pouco precipitado falar isso após o sueco cravar mais uma pole-position, mas, desde então, o piloto tem se despido da alcunha de “Leão de Treino”, também ajudado pelo firme salto dado pela Meyer Shank na Indy.

Nas quatro primeiras etapas deste ano, Rosenqvist não mostrou nada digno de nota, nem mesmo nos treinos, andando de modo bastante discreto. Mas tudo começou a mudar com a pole-position no GP de Long Beach, naquele 18 de abril, a primeira do sueco em dois anos.

Na corrida, diferente de outras oportunidades, Rosenqvist endureceu para Álex Palou e permaneceu na frente até a última parada nos boxes, quando a Ganassi fez um trabalho excepcional e colocou o espanhol em primeiro. Uma pena para o #60, naquela que foi uma das melhores exibições do sueco na Indy até então.

Veio também a pequena Stella, a primeira filha do piloto. E não existe homem que permaneça o mesmo diante da paternidade, que muda radicalmente todas as áreas da vida. No caso de Rosenqvist, o lado piloto progrediu. Apesar daquela rateada na classificação, o sueco colocou a faca nos dentes na última volta para vencer as 500 Milhas de Indianápolis e entrar para a história do automobilismo.

A prova da progressão de Rosenqvist é a oferta da McLaren, que o havia dispensado anos antes. Poucos imaginavam, no início de 2026, que o sueco daria uma volta por cima na carreira a essa altura, mas, como frisado em Long Beach, aquela era uma chance de ouro para deixar de ser um prospecto apenas para o meio do pelotão.

Felix Rosenqvist (Foto: IndyCar)

Mas esse novo Rosenqvist não veio de um esforço solo — a Meyer Shank vem dando passos firmes em termos de desempenho para entrar na seara das equipes grandes: Ganassi, Penske, Andretti e McLaren. Ainda falta um bocado em questões de estrutura, mas não é à toa que é a única equipe fora do top-4 a marcar pole e vencer em 2026.

Essa combinação tem feito com que a vaga na Meyer Shank seja bastante cobiçada. O GRANDE PRÊMIO apurou que há pilotos surgindo com pacotes financeiros na casa de US$ 15 milhões (R$ 76,25 milhões na cotação atual), além de não faltarem candidatos ao #66, já que Marcus Armstrong foi promovido ao #60 — entre os postulantes está Caio Collet.

A Meyer Shank ainda carece de mais estrutura para chegar a ser uma equipe de ponta, mas é um lugar que vai dar a possibilidade de pensar em voos mais altos, ainda que não com a constância das grandes.

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