As últimas temporadas da Foyt na Indy representam uma virada de chave dentro da categoria, após anos se arrastando no fundo do grid. Chefe da equipe, Larry Foyt relembrou os tempos complicados, mas confirmou que o momento atual é outro: com Caio Collet e Santino Ferrucci, o dirigente reportou que o time tem condições de voltar a vencer na temporada 2026.

Collet vai estrear na Indy em 2026 carregado por expectativas dentro da própria Foyt, como apontou o próprio chefe da equipe. Sem vencer desde 2013, quando Takuma Sato no GP de Long Beach, o time acredita que o jejum pode acabar no próximo ano, declarando ter uma estrutura pronta para isso.

Os sinais de 2025 são positivos para a Foyt, que teve David Malukas ao lado de Ferrucci. Foram três top-3 no ano, incluindo o segundo lugar do novo reforço da Penske nas 500 Milhas de Indianápolis, e 11 chegadas entre os dez primeiros.

“Ter um novato como Caio e com apoio de patrocinadores é ótimo. Ele foi muito bem nos primeiros testes. Vi o que fez na Indy NXT e realmente me impressionou. Estamos nesse momento atual graças aos patrocinadores e outras pessoas que apareceram para nos ajudar. É fantástico! Agora só queremos saber de vencer — também por todos que nos auxiliaram”, comentou o dirigente da Foyt à revista norte-americana Racer.

Larry Foyt abraça Santino Ferrucci após pódio do GP de Detroit 2025 (Foto: IndyCar)

“É um campeonato difícil, sem dúvidas, mas agora temos o grupo de pessoas certo para isso. Estamos em um momento de crescimento muito bom. Dá pra ver isso até pelos pedidos de credenciais que recebemos — está difícil acompanhar. Tivemos de contratar mais pessoas apenas para dar conta dessas áreas, porque tudo está muito empolgante e os patrocinadores estão animados. Acho que os fãs também estão entusiasmados, acredito que este é um ótimo momento para estar envolvido na Indy”, completou Foyt.

O momento da Foyt é favorável, mas nem sempre foi assim. O ponto de virada ficou evidente em 2023, quando o time focou na participação das 500 Milhas de Indianápolis e conseguiu o terceiro lugar da prova com Ferrucci. Liderados na parte técnica por Michael Cannon, a ocasião abriu os olhos da Penske, que fechou uma aliança entre os departamentos de engenharia. Isso tudo atraiu patrocinadores e gerou um fôlego financeiro, que evitou que a tradicional equipe encerrasse suas operações, como admitiu o próprio Larry Foyt.

“Foram alguns anos realmente difíceis, e muita gente talvez não percebeu que tomamos decisões apenas para manter as portas abertas. Não são escolhas populares, às vezes são duras. No automobilismo há altos e baixos, então é tomar essas decisões difíceis e tentar atravessar ao outro lado. Há muitas pessoas que contribuíram para melhorar as coisas”, disse Larry Foyt.

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Larry Foyt (Foto: IndyCar)

“Precisei me afastar do trabalho diário de gestão da equipe e me concentrar apenas na parte financeira, porque, sendo uma equipe pequena, simplesmente não tínhamos um grande departamento comercial de alguns concorrentes. Estamos trabalhando para desenvolver esse lado da equipe. E, sim, chegou um ponto em que eu pensei: ‘Por quanto tempo mais consigo continuar assim?’ A pressão sobe, e o médico fica bravo”, continuou o chefe da Foyt.

“Mas continuamos, e então algumas coisas boas aconteceram. Foi ótimo ter Mike Cannon e o Santino — terminamos em terceiro nas 500 Milhas de Indianápolis com ele, e isso foi enorme, um verdadeiro impulso. Depois veio a aliança com a Penske. Não consigo pensar em ninguém com quem preferiria estar associado além da equipe de Roger. Isso ajudou toda a organização. Esse tipo de coisa abriu para patrocinadores e como as coisas estão agora”, encerrou Foyt.

A temporada 2026 da Indy tem início no dia 1 de março, com o GP de St. Pete, no circuito de rua montado na cidade localizada na Flórida.